Estudo da ONU prevê leve alta do investimento estrangeiro direto no mundo em 2020

O investimento estrangeiro direto (IED) global totalizou 1,39 trilhão de dólares em 2019, um pouco menos do que o registrado em 2018, que chegou a marca de 1,41 trilhão de dólares. Ainda assim, de acordo com o Monitor de Tendências de Investimentos da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), publicado no último dia 20, é esperado que esse número cresça moderadamente em 2020.

O estudo relata que os Estados Unidos permaneceram sendo o maior destinatário de investimento estrangeiro direto, captando 251 bilhões de dólares, seguidos pela China, com 140 bilhões de dólares, e Singapura, com 110 bilhões de dólares. No caso do Brasil, o IED subiu 26% depois do início do programa de privatizações.

 Foto: M.B.M/Unsplash CC


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O investimento estrangeiro direto (IED) global totalizou 1,39 trilhão de dólares em 2019, um pouco menos do que o registrado em 2018, que chegou a marca de 1,41 trilhão de dólares. Ainda assim, de acordo com o Monitor de Tendências de Investimentos da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), publicado no último dia 20, é esperado que esse número cresça moderadamente em 2020.

O estudo relata que os Estados Unidos permaneceram sendo o maior destinatário de investimento estrangeiro direto, captando 251 bilhões de dólares, seguidos pela China, com 140 bilhões de dólares, e Singapura, com 110 bilhões de dólares. No caso do Brasil, o IED subiu 26% depois do início do programa de privatizações.

Os investimentos direcionados a América do Norte chegaram à marca de 298 bilhões de dólares. No entanto, em países em desenvolvimento, os investimentos seguem em baixa, registrando um declínio de 6%, para 643 bilhões de dólares — metade do valor mais alto registrado, em 2007.

Segundo o documento, “a tendência para economias desenvolvidas foi condicionada pela dinâmica do investimento estrangeiro direto na União Europeia, onde a entrada de capital caiu em 15%, para um valor estimado de 305 bilhões de dólares”.

A UNCTAD revelou que as entradas de capital em países em desenvolvimento permaneceram sem mudanças no ano de 2019, com a estimativa de cerca de 695 bilhões de dólares, o que significa que esses países continuam absorvendo mais da metade do investimento estrangeiro direto global.

Análises de diferentes regiões em desenvolvimento revelaram que o maior crescimento ocorreu na região da América Latina e do Caribe, com alta de 16%. Enquanto isso, o continente africano continuou a registrar crescimento modesto de 3%, enquanto a Ásia teve baixa de 6%.

Depois de dois anos de redução das entradas de capital, países de economias em transição viram recuperação do investimento estrangeiro direto estimadas em 57 bilhões de dólares. A recuperação de 65% foi impulsionada em parte pelas expectativas de maior crescimento econômico nas regiões em 2020, além de preços mais estáveis das matérias-primas.

O monitor do UNCTAD também destacou outras tendências do investimento estrangeiro direto:
• O IED no Brasil cresceu 26% após início de seu programa de privatizações.
• O IED no Reino Unido caiu 6%, à medida que o brexit se desdobra;
• O desinvestimento da China e de Hong Kong causou um declínio de 48% em decorrência de turbulências;
• O IED de Singapura cresceu 42% na região emergente da Associação das Nações do Sudeste Asiático;
• Não houve crescimento nos investimento nem nos Estados Unidos nem na China;
• Entrada de capital na Rússia mais que dobrou, para 33 bilhões de dólares.
• Entrada de capital na Alemanha triplicou, porque empresas multinacionais concedem empréstimos a afiliadas estrangeiras em anos de crescimento lento;
• As fusões e aquisições entre fronteiras diminuíram 40% em 2019, para 490 bilhões de dólares — o nível mais baixo desde 2014. A queda foi mais profunda no setor de serviços ( baixa de 56%, para 207 bilhões de dólares).

A UNCTAD espera que os fluxos de investimento estrangeiro direto subam moderadamente em 2020, junto com o crescimento modesto da economia mundial. A previsão é de que os lucros de empresas permaneçam altos à medida que novos sinais de diminuição de tensões comerciais surjam.

No entanto, as expectativas permanecem moderadas em decorrência dos altos riscos geopolíticos, preocupações com novas mudanças em direção a políticas protecionistas, além da queda de 22% em anúncios de novas empresas, ou seja, projetos empreendedores que ainda não saíram do papel e que precisam de capital para serem lançados – um indicador de tendências futuras.