Estudantes do Rio apresentam desenhos e redações sobre Holocausto em exposição da ONU

Em 27 de janeiro, a ONU marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Para refletir sobre a tragédia que atingiu judeus e outras minorias durante a Segunda Guerra Mundial, o Centro de Informação da ONU no Brasil (UNIC Rio) inaugurou nesta semana (29) uma exposição de desenhos e redações sobre o tema, produzidas por alunos da rede municipal do Rio de Janeiro.

A abertura da mostra “Holocausto: Esquecer Jamais” reuniu os jovens autores das obras em cartaz e representantes das comunidades judaica e cigana que vivem na capital fluminense, incluindo o sobrevivente Freddy Glatt, nascido na Alemanha e perseguido pelos nazistas.

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Em 27 de janeiro, a ONU marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Para refletir sobre a tragédia que atingiu judeus e outras minorias durante a Segunda Guerra Mundial, o Centro de Informação da ONU no Brasil (UNIC Rio) inaugurou nesta semana (29) uma exposição de desenhos e redações sobre o tema, produzidas por alunos da rede municipal do Rio de Janeiro.

A abertura da mostra “Holocausto: Esquecer Jamais”, em cartaz no Palácio Itamaraty da capital fluminense, reuniu os jovens autores das obras e representantes das comunidades judaica e cigana, incluindo o sobrevivente Freddy Glatt, nascido na Alemanha e perseguido pelos nazistas.

“Levaram meus irmãos, meus avós e meus colegas. Eu tenho pesadelos até hoje”, contou Glatt, que hoje é presidente da Sherit Hapleitá, a Associação de Sobreviventes do Holocausto do Rio de Janeiro.

Atualmente, ele realiza palestras em escolas brasileiras e defende a importância de continuar transmitindo aos jovens a história das atrocidades cometidas.

O Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto homenageia as 6 milhões de pessoas, entre judeus, ciganos, homossexuais e integrantes de outras minorias, que foram mortas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também presente no evento, o presidente da União Cigana do Brasil, Mio Vacite, falou sobre a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a perseguição e o extermínio dos ciganos pelos nazistas.

“Eu só fui ter consciência sobre o ‘nosso Holocausto’ aos 45 anos de idade. Os ciganos que vieram para o Brasil tinham tanto medo de assumir suas identidades que não ousavam passar para os seus filhos a história de seu povo”, explicou Vacite, observando que “ninguém deveria falar sobre direitos humanos e este tema sem mencionar a enorme dívida da humanidade com os povos ciganos”.

A proposta da exposição “Holocausto: Esquecer Jamais” vai ao encontro dos apelos das comunidades judaica e cigana. A mostra reúne desenhos, textos em prosa e poesia que ganharam um concurso da Secretaria Municipal de Educação do Rio e da Associação B’nai B’rith. A competição fez parte da Jornada Interdisciplinar do Holocausto, realizada anualmente em colégios públicos pelas duas instituições. A iniciativa discute o genocídio ocorrido na Segunda Guerra e também desafios atuais no exercício pleno dos direitos humanos.

“Essa homenagem é um marco na vida destes alunos que, apesar de jovens, já têm contato com um tema tão importante e certamente serão replicadores do conhecimento que aprendem em sala de aula”, afirmou o coordenador de História da pasta municipal, Roberto Antunes, que entregou menções honrosas aos autores mirins das obras exibidas pela ONU.

Débora Caldas, de 11 anos, é criadora de um dos desenhos vencedores. A estudante conta que sua inspiração veio da “vontade de transmitir para as pessoas como o Holocausto foi ruim para todo mundo”.

“Eu me coloquei no lugar daquelas pessoas e então foi como se o meu coração pegasse o lápis e começasse a desenhar”, contou a jovem.

Promovida pela Secretaria Municipal em parceria com o UNIC Rio, a exposição fica em cartaz até 28 de fevereiro no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro. A mostra é aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, com entrada franca.


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