Estagiários multi-tarefas do UNIC Rio encaram o desafio do teletrabalho durante a pandemia

“O dia em que a terra parou”. A música de Raul Seixas inspirou Gabriella de Azevedo Carvalho, 25 anos, a batizar o cachorro adotado na semana em que iniciou a quarentena por conta da pandemia da COVID-19 e, quase em seguida, também o estágio voluntário no Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). Desde então, o cachorro Raul a acompanha diariamente na jornada de teletrabalho como designer do escritório.

Descubra como ela e os outros estagiários do UNIC Rio estão se adaptando ao desafio do trabalho remoto durante a pandemia do novo coronavírus.

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“O dia em que a terra parou”. A música de Raul Seixas inspirou Gabriella de Azevedo Carvalho, 25 anos, a batizar o cachorro adotado na semana em que iniciou a quarentena por conta da pandemia da COVID-19 e, quase em seguida, também o estágio voluntário no Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). Desde então, o cachorro Raul a acompanha diariamente na jornada de teletrabalho como designer do escritório.

Advogada, Gabriella cursa Desenho Industrial e faz mestrado em Políticas Públicas em Direitos Humanos. Desde abril é responsável pelas artes divulgadas nas redes sociais da ONU Brasil, seja criando material novo ou traduzindo e adaptando materiais produzidos pela sede do escritório, em Nova Iorque, além de estar aprendendo a editar vídeos.

A entrevista do processo seletivo de Gabriella já foi feita virtualmente, na véspera do escritório fechar para o público. E é justamente a distância física o maior desafio, já que ela não encontrou ninguém da equipe presencialmente até agora. “Comecei o estágio no meio da pandemia da COVID-19. Todo início de estágio por si só já é desafiador. E nesse contexto de pandemia, tendo que ser tudo por via digital é muito diferente de tudo que já vivenciei”, relata.

Apesar de ainda não conhecer fisicamente os colegas, Gabriella chegou num momento em que o desempenho do escritório deu um salto: a audiência no site e redes sociais da ONU Brasil cresceu 40%, por conta da grande quantidade de material relacionado à COVID-19.

Joana Gutterres Berwanger integra este esforço coletivo, agora estagiando remotamente em Porto Alegre, para onde voltou desde que todo o escritório passou a funcionar virtualmente. “Considero o contato humano vital para manter e consolidar relações e, por isso, considero espaços como o escritório tão importantes. Sinto que o trabalho remoto nos limita muito para esse tipo de relação”, lamenta.

Para compensar, Joana encontra a equipe semanalmente em reuniões virtuais e recebe orientação para as tarefas por email, vídeo chart e aplicativos de mensagem. Aos 23 anos, ela é graduada em jornalismo e integra a equipe desde novembro de 2019, escrevendo matérias, produzindo relatórios de acompanhamento de notícias e redes sociais sobre a COVID-19 e traduzindo matérias para português e inglês. Acompanhada da gata Duna, ela conta que prefere a produção jornalística, mas gosta do aprendizado da assessoria de imprensa, como a matéria que fez sobre a rotina de entregadores durante a pandemia.

“Eu nunca tinha trabalhado efetivamente em uma assessoria de imprensa, então achei muito importante aprender mais sobre a convivência e a dinâmica, porque é visível a diferença entre redações. Além disso, poder lidar com informações de cunho internacional me fez ter uma visão muito mais ampla do que acontece pelo mundo”, constata.

Tomás Cardoso de Aboim, de 24 anos e graduado em Comunicação Social, também encontrou na pandemia a maior adversidade durante o período do estágio, que terminou em maio de 2020, com o escritório ainda fechado para o público. “Ter que se readequar a um momento tão instável emocional e politicamente foi um grande desafio”, desabafa. Ele acabou se despedindo da equipe durante a reunião online.

Estagiando no setor de produção de conteúdo, Tomás fazia cobertura audiovisual de eventos antes da pandemia e depois passou a se dedicar exclusivamente a edição e legendagem de vídeos, além de tradução de textos. Ele conta que os trabalhos que mais gostou foram os que o desafiaram e o tiraram da zona de conforto, como produzir, filmar e editar uma vídeo-reportagem ou investigar pautas. Para ele, a cobertura de atividades para o Dia Internacional dos Direitos Humanos na favela da Maré também foi uma oportunidade única.

E revela o que mais gostou do estágio no UNIC Rio: “É um ambiente aberto a sugestões de ideias. Creio que o background de direitos humanos e o fato de todas as funcionárias serem mulheres tem um simbolismo forte na construção de tal ambiente harmônico, respeitoso e aberto ao diálogo”. Na época do estágio, Tomás era o único representante masculino da equipe.