Estado do Rio de Janeiro adota conceito de segurança cidadã da ONU

A segurança cidadã, conceito promovido pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento, PNUD, permite e incentiva a participação da comunidade para esclarecer os diversos contextos que levam à violência.

O conceito de segurança cidadã mostra que a responsabilidade de manter a paz está não só na mão dos policiais, mas também da comunidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O conceito de segurança cidadã mostra que a responsabilidade de manter a paz está não só na mão dos policiais, mas também da comunidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um novo decreto do governo do Rio de Janeiro reconhece a necessidade de alinhar as políticas de segurança ao conceito de segurança cidadã do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que engloba diversos fatores, como direitos humanos e liberdade dos indivíduos. A representante de programa do PNUD, Érica Machado, afirma que o decreto é importante porque reconhece a metodologia desenvolvida pela entidade da ONU para a resolução dos riscos e redução da violência.

A menção do decreto, diz Machado, veio após a realização de um curso de Convivência e Segurança cidadã que contou com a participação de mais de 400 pessoas. Dentre elas estavam representantes das comunidades, gestores públicos e policiais das 38 Unidades de Polícias Pacificadores (UPPs) do Rio de Janeiro. O curso foi realizado pelo PNUD, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ) e a Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro (Seseg/RJ), em dezembro do ano passado.

De acordo com o superintendente de Prevenção da Subsecretaria de Educação, Prevenção e Valorização da Seseg/RJ, Pehkx Jones, a segurança cidadã é essencial por considerar e incentivar a  participação da comunidade e por prezar a transversalidade, esclarecendo os diversos contextos que levam à violência tanto aos agentes do estado quanto aos líderes comunitários.

Em relação ao decreto, Machado assegura que a nova comissão é relevante para a atuação das UPPs, já que vai proporcionar maiores pesquisas sobre proteção e análises que podem melhorar a abordagem do assunto.

Saiba mais em: http://goo.gl/rSTkV9