Esporte tem potencial único na luta contra racismo e intolerância, afirma relator da ONU

As competições esportivas trazem conquistas e objetivos comuns independentes de cor de pele, etnia ou religião. No entanto, a violência racial ainda está fortemente presente no mundo do esporte.

Crianças jogam futebol na praia do Lido, em Mogadíscio, Somália. Foto: AMISOM/Tobin Jones

Crianças jogam futebol na praia do Lido, em Mogadíscio, Somália. Foto: AMISOM/Tobin Jones

O relator especial da ONU para as formas contemporâneas de racismo, Mutuma Ruteere, instou todos os países representados na Assembleia Geral a tomar as providências apropriadas para explorar o potencial dos esportes a favor da deslegitimação dos discursos de superioridade racial, da mobilização da população e da disseminação de mensagens de igualdade e de não-discriminação. 

Em seu último relatório, o especialista ressaltou que as competições esportivas ocupam posição singular na luta contra a intolerância e no estímulo à solidariedade, uma vez que suas conquistas e objetivos comuns independem de cor de pele, etnia ou religião. 

No entanto, o mundo esportivo continua a testemunhar incidentes e padrões de violência racial dentro e fora das competições de diversas modalidades, ressaltou Ruteere. Além disso, é necessário reduzir a desigualdade de acesso ao esporte pelas minorias étnicas, em especial nas categorias historicamente marcadas pela exclusão – como o ciclismo, o tênis, o golfe, a equitação e a natação. 

Ao mesmo tempo, o relator também citou práticas e iniciativas positivas à prevenção e ao combate do racismo nos esportes, como as ações iniciadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) e por governos nacionais e regionais.