Especialistas reúnem-se em Brasília para discutir agricultura de baixo carbono na região amazônica

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Especialistas e técnicos da área ambiental reuniram-se em Brasília (DF) na sexta-feira (10) para um seminário que discutiu balanços e perspectivas de projeto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e parceiros que dissemina práticas de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) na região amazônica.

O “Seminário PRADAM: balanços e perspectivas” discutiu iniciativa desenvolvida pela FAO em parceria com Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Ministério da Agricultura e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Ao todo, mais de 1,6 mil produtores rurais e técnicos em assistência já participaram das atividades desenvolvidas pelo Projeto de Recuperação das Áreas Degradadas da Amazônia (PRADAM).

Vista aérea da Amazônia. Foto: Flickr/CIAT/ Neil Palmer (cc)

Vista aérea da Amazônia. Foto: Flickr/CIAT/ Neil Palmer (CC)

Especialistas e técnicos da área ambiental reuniram-se em Brasília (DF) na sexta-feira (10) para um seminário que discutiu balanços e perspectivas de projeto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e parceiros que dissemina práticas de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) na região amazônica.

O “Seminário PRADAM: balanços e perspectivas” discutiu iniciativa desenvolvida pela FAO em parceria com Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Ministério da Agricultura e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Ao todo, mais de 1,6 mil produtores rurais e técnicos em assistência já participaram das atividades desenvolvidas pelo Projeto de Recuperação das Áreas Degradadas da Amazônia (PRADAM).

Para o representante assistente da FAO no Brasil, Gustavo Chianca, o projeto alcançou seu objetivo e isso só foi possível por meio da reunião de diversos estudos já desenvolvidos por instituições brasileiras.

“A capacidade que o SENAR teve de implementar esse trabalho e desenvolver em conjunto conosco as tecnologias, disseminar, treinar os agricultores e os extensionistas foi fundamental. Mostrou que é possível desenvolver tecnologias que trazem sustentabilidade e produtividade na Amazônia, ou seja, que se faça mais com menos”, disse.

Chianca destacou que a continuidade do projeto já tem acontecido. Isso porque os produtores, através das formações e capacitações que receberam, têm acesso às tecnologias e agora estão em fase de implementação.

“É importante aumentar o escopo do projeto. Chegar a mais produtores e a mais regiões da Amazônia. Acreditamos que vamos conseguir dar seguimento a esse trabalho junto com os nossos parceiros”, disse.

O diretor-geral do SENAR, Daniel Carrara, destacou a importância da transferência de tecnologias sustentáveis com geração de renda para os produtores desse bioma. “Só existe uma maneira de preservar, recuperar e produzir. É através da transferência de tecnologias. Mas não adianta apenas transferir”.

Para o coordenador nacional do PRADAM no Ministério da Agricultura, Elvison Ramos, o projeto, além de levar informações sobre sistemas e práticas sustentáveis de produção para a região, contribuiu de forma efetiva com o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

“A assistência técnica é o grande desafio para que nós possamos levar as tecnologias que são desenvolvidas pela academia e pela EMBRAPA até o produtor no campo. Existe todo um processo de comunicação que precisa ser feito e que é muito particular nessa região que nós queremos trabalhar”, afirmou.

Durante seminário, o oficial de programa da FAO no Brasil, Marcello Broggio, falou sobre a recuperação de áreas degradadas no contexto da produção sustentável de alimentos.

Ele lembrou que o “objetivo zero” da FAO está relacionado com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2, que é acabar com a fome no mundo até 2030, e que a recuperação e o manejo sustentável dos solos são fundamentais para que a meta seja alcançada.

“A FAO adota uma abordagem de paisagem para a gestão e recuperação de áreas degradadas, sejam elas para resgatar a capacidade de suportar o uso pastoril, ou para recuperar a vegetação nativa”, destacou.


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