Especialistas debatem em Brasília uso de materiais abertos para ensino e pesquisa

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, em cooperação com o Ministério da Educação e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), reunirá esta semana, em Brasília (DF), representantes da educação e pesquisadores do Mercosul para discutir uma agenda conjunta de trabalho em torno dos Recursos Educacionais Abertos (REA) do bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Os REA são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer meio disponível no domínio público, que foram disponibilizados com licenças abertas, que permitem acesso, uso, redestinação, reutilização e redistribuição por terceiros.

Os Recursos Educacionais Abertos (REA) são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer meio disponível no domínio público, que foram disponibilizados com licenças abertas. Foto: EBC

Os Recursos Educacionais Abertos (REA) são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer meio disponível no domínio público, que foram disponibilizados com licenças abertas. Foto: EBC

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, em cooperação com o Ministério da Educação e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), reunirá nos dias 28, 29 e 30 de novembro, em Brasília (DF), representantes da educação e pesquisadores do Mercosul para discutir uma agenda conjunta de trabalho em torno dos Recursos Educacionais Abertos (REA) do bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Os REA são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer meio disponível no domínio público, que foram disponibilizados com licenças abertas, que permitem acesso, uso, redestinação, reutilização e redistribuição por terceiros.

O termo REA foi aprovado durante o Fórum Mundial realizado na sede da UNESCO, em Paris, em 2002. Quinze anos depois, os Recursos Educacionais Abertos entraram definitivamente na agenda de governos e instituições interessados em promover valores como equidade, qualidade e inclusão na educação, cumprindo o Objetivo 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além de especialistas internacionais, também são convidados para o evento gestores públicos de estados, municípios e organizações brasileiras para conhecer os temas tratados e produzir, em conjunto, propostas e políticas públicas para o avanço do REA na região. Devido ao limite de convidados e espaço físico, os momentos de plenária serão transmitidos ao vivo pelo canal oficial da CAPES no YouTube.

No primeiro dia, o foco dos debates que acontecem no auditório da CAPES será a sensibilização de gestores públicos brasileiros para a importância dos Recursos Abertos para a democratização da educação e do conhecimento. Nos dois dias seguintes, representantes de Ministérios da Educação do Mercosul estarão reunidos para apresentar iniciativas, políticas e projetos em torno dos REA, identificar práticas de sucesso, possíveis lacunas e, a partir daí, construir uma agenda de cooperação conjunta, firmando compromisso no âmbito dos países que compõem o bloco internacional de livre-comércio na América do Sul.

O evento também marca o lançamento da publicação Gestão da Educação Pública com o Uso da Tecnologia Digital: Características e tendências, produzida pela UNESCO. Na ocasião, a publicação será apresentada pelo coordenador de Comunicação e Informação da UNESCO no Brasil, Adauto Soares, às 12h15, do dia 29.

Clique aqui para acessar mais informações e a programação completa do evento.

Recursos Educacionais Abertos

O Congresso Mundial da UNESCO sobre Recursos Educacionais Abertos, ocorrido em 2012, resultou na Declaração REA de Paris, que convocou governos a implementar políticas de educação aberta como incentivo e promoção dos REA.

Em 2017, o Congresso Mundial da UNESCO sobre o assunto resultou no Plano de Ação de Liubliana 2017 e em um Compromisso Ministerial assinado por 11 países, entre eles o Brasil, com base nas orientações da Declaração de Paris (2012).


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