Especialistas da ONU sobre o uso de mercenários debatem sobre aumento de combatentes estrangeiros

O debate teve como objetivo abordar a questão da atividade crescente de combatentes estrangeiros, compreendendo suas motivações e seu impacto sobre os direitos humanos.

Grupo de mercenários estrangeiros. Foto: Wikicommons/Ad (cc)

Grupo de mercenários estrangeiros. Foto: Wikicommons/Ad (cc)

O grupo de especialistas das Nações Unidas sobre o uso de mercenários convocou nesta quinta-feira (23) um debate na sede da ONU em Nova York, para abordar a questão da atividade crescente de combatentes estrangeiros – particularmente no sentido de compreender as suas motivações – e seu impacto sobre os direitos humanos.

“O painel (de discussão) nos permitiu avançar sobre os conhecimentos que temos ganhado sobre a crescente e crítica preocupação nos últimos meses, beneficiando-nos do trabalho de outros especialistas”, disse Elzbieta Karska, em coletiva de imprensa, que atualmente dirige o organismo especializado. “Estamos particularmente interessados em compreender as motivações dos combatentes estrangeiros e como isso pode estar ligado a mercenários e práticas de recrutamento relacionadas, assim como as implicações para os direitos humanos de combatentes estrangeiros e leis associadas e políticas”.

O Grupo de Trabalho foi criado em julho de 2005 para monitorar mercenários e atividades relacionadas a eles, assim como estudar e identificar as fontes e causas, questões emergentes, manifestações e tendências dessas atividades e seu impacto sobre os direitos humanos, em especial sobre o direito dos povos à autodeterminação.

Os especialistas também afirmaram que o mundo precisa de um acordo legal vinculante para esclarecer o padrão internacional para a indústria de segurança privada e melhorar o monitoramento e responsabilização das empresas de segurança.