Especialistas da ONU promovem diálogo com crianças sobre seus direitos e decisões que as afetam

“Há um progresso nos direitos das crianças, mas muitas ainda são vítimas de violência, exploração e negligência”, disse presidente da Comissão dos Direitos da Criança.

“As crianças devem participar da busca por soluções dos vários problemas do mundo”. Foto: UNICEF/Noorani

“As crianças devem participar da busca por soluções dos vários problemas do mundo”. Foto: UNICEF/Noorani

Um grupo de especialistas das Nações Unidas pediu aos governos para renovarem os esforços para assegurar que as opiniões das crianças são ouvidas e levadas em conta.

“Temos tido um progresso significativo em relação aos direitos das crianças nos últimos 25 anos, mas muitas crianças ainda são vítimas de violência, exploração e negligência, e várias não tem acesso à saúde e educação decentes”, disse a presidente da Comissão dos Direitos da Criança, Kirsten Sandberg.

“As crianças devem participar da busca por soluções dos vários problemas do mundo”, ressaltou Sandberg, que preside a Comissão composta por 18 especialistas em direitos humanos.

Como parte dos esforços da comissão para se envolver com as crianças, os membros realizaram hoje quatro debates no Google+ Hangout com jovens de 14 países – duas em inglês, uma em árabe e uma em espanhol – para discutir o que interessa a eles sobre os seus direitos.

“A geração jovem de hoje está crescendo em um mundo onde a mudança climática é evidente”, disse a especialista. “As novas tecnologias estão mudando a vida das crianças de forma dramática, trazendo oportunidades para que eles saibam se engajar e socializar, mas também impõem novos desafios.”

A Declaração do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACNUDH) marca o 25 º aniversário da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 20 de Novembro de 1989.

A Convenção, ratificada por 194 países, estabelece que os direitos das crianças incluem o direito à vida, à saúde e à educação, bem como o direito a uma vida familiar, à proteção contra a violência, a não serem discriminadas e terem suas opiniões ouvidas.