Especialistas da ONU pedem libertação imediata de ativistas presos na Turquia

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Grupo de especialistas independentes em direitos humanos das Nações Unidas pediu que governo turco liberte imediatamente nove ativistas e outros dois instrutores, interrogados por suposto envolvimento em um grupo terrorista.

Dez dos detidos, incluindo a diretora da ONG Anistia Internacional na Turquia, Idil Eser, participavam de um workshop para defensores dos direitos humanos no início de julho quando foram presos.

Foto: GrahamPics1/Flickr/CC

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Grupo de especialistas independentes em direitos humanos das Nações Unidas pediu, na última sexta (14), que o governo turco liberte imediatamente nove ativistas e outros dois instrutores, interrogados por suposto envolvimento em um grupo terrorista.

Dez dos detidos, incluindo a diretora da ONG Anistia Internacional na Turquia, Idil Eser, participavam de um workshop para defensores dos direitos humanos no dia 5 de julho quando foram presos.

Os relatores manifestaram preocupação com informações de que uma investigação confidencial foi aberta pela promotoria contra o grupo, impedindo que os advogados de defesa acessem os arquivos. Segundo relatos, uma campanha de difamação está sendo realizada contra eles.

A prisão ocorreu apenas um mês depois que outra pessoa ligada à Anistia Internacional na Turquia, Taner Kiliç, havia sido detida com outros seis advogados na cidade de Izmir, na costa ocidental da Turquia.

“A detenção desses defensores de direitos humanos, incluindo figuras importantes, ilustra uma perseguição que acontece na Turquia”, afirmaram os especialistas em uma declaração conjunta. “Eles estão entre as milhares de pessoas atualmente sob custódia – acusadas de ‘terrorismo’ –, junto com ativistas políticos, advogados, jornalistas e outros críticos da política governamental.”

Eles acrescentaram ainda que as autoridades turcas usam constantemente medidas de segurança, particularmente a luta contra o terrorismo e a necessidade de evitar outra tentativa de golpe, para justificar as punições contra a dissidência e a crítica. “Isso tem o efeito de reduzir os direitos das pessoas à liberdade de expressão e livre associação, o que é particularmente alarmante”, disseram.

“Esses direitos devem ser limitados apenas quando estritamente necessários em uma sociedade democrática e quando forem proporcionais aos interesses que devem ser protegidos.”

O grupo alertou que o cenário dos direitos humanos na Turquia continua a piorar. “Aumentamos o alerta sobre a situação crítica das liberdades fundamentais no país em várias ocasiões, e todos os sinais mostram que só vai se agravar.”

“Pedimos ao Conselho de Direitos Humanos que enfrente a deterioração geral dos direitos humanos no país”, concluíram.

Além de Idil Eser, outros nove ativistas e membros da sociedade civil foram presos (confira a lista completa aqui).


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