Especialistas da ONU cobram inclusão dos direitos humanos em reformas discutidas em Davos

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Os olhos do planeta se viram para Davos nesta semana, onde lideranças de governos, setor privado e organizações internacionais se reúnem para o Fórum Econômico Mundial. Um grupo de especialistas da ONU enviou um recado aos participantes: “a inclusão de objetivos sobre direitos humanos nas decisões políticas e econômicas é crucial se reformas desejam combater as raízes do populismo, da instabilidade global, das mudanças climáticas e da desigualdade”.

Fórum Econômico Mundial teve início nesta segunda-feira (23). Foto: Fórum Econômico Mundial/Manuel Lopez

Fórum Econômico Mundial teve início nesta segunda-feira (23). Foto: Fórum Econômico Mundial/Manuel Lopez

Os olhos do planeta se viram para Davos nesta semana, onde lideranças de governos, setor privado e organizações internacionais se reúnem para o Fórum Econômico Mundial. Um grupo de especialistas da ONU enviou um recado aos participantes: “a inclusão de objetivos sobre direitos humanos nas decisões políticas e econômicas é crucial se reformas desejam combater as raízes do populismo, da instabilidade global, das mudanças climáticas e da desigualdade”.

Na avaliação dos cinco analistas que fazem parte do Grupo de Trabalho da ONU sobre direitos humanos e empresas, há “um anseio fragilizado por um sistema econômico mais justo, que dissemine as recompensas do desenvolvimento econômico para todos”. Para especialistas, governos e corporações podem e devem fortalecer apelos por mais igualdade.

Em pronunciamento divulgado nesta terça-feira (23), dia da abertura do Fórum, especialistas enfatizaram que os direitos humanos não são uma “questão marginal”, “mas sim, estão no âmago do que precisa ser feito para enfrentar os riscos globais mais prementes”.

“Primeiramente, governos e empresas têm de agir em acordo com os Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, por meio da adoção de medidas para respeitar os direitos dos trabalhadores ao longo das cadeias de produção e para evitar que operações de negócios causem ou contribuam com impactos adversos nos direitos humanos”, acrescentou o comunicado do Grupo de Trabalho.

Para os especialistas, as lideranças reunidas em Davos detêm o poder e a influência para colocar o mundo numa rota mais inclusiva e sustentável. O setor privado, apontaram os analistas, deve apoiar o compromisso da comunidade internacional com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). Entre as aspirações centrais dessa agenda, está promoção dos direitos humanos de todas as pessoas e a promessa de “não deixar ninguém para trás”.

Cobrando “ações concretas” em prol da mudança, o Grupo de Trabalho afirmou ainda que os direitos humanos têm “importância crítica” para o objetivo oficial do Fórum — “criar um futuro compartilhado em um mundo fraturado”.

Os especialistas elogiaram o fato de que, em 2018, o evento terá uma sessão sobre perspectivas globais para os direitos humanos, para lembrar o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Contudo, eles lamentaram que os direitos humanos tenham sido inadequadamente discutidos pela edição deste ano do Relatório de Risco do Fórum, divulgada em 17 de janeiro.


Mais notícias de:

Comente

comentários