Especialistas da ONU alertam sobre restrições religiosas em monastérios budistas tibetanos na China

Grupo da ONU afirmou nesta terça-feira (01/11) que polícia chinesa pratica intimidação, inspeções e vigilância sobre locais religiosos na província do Sichuan. Outros 400 casos
serão avaliados em Genebra.

A China estaria violando direitos de liberdade religiosa em monastérios budistas tibetanos, afirmaram especialistas independentes das Nações Unidas. Eles alertaram nesta terça-feira (01/11) em comunicado que a polícia chinesa pratica intimidação, inspeções de segurança e vigilância sobre atividades e locais religiosos na província de Sichuan.

Essas medidas aumentaram a tensão entre oficiais chineses e monges tibetanos, principalmente desde março, quando protestos pelo liberdade religiosa ganharam força. Outras constatações do grupo foram a restrição ao uso da internet e mensagens de celular, além do difícil acesso de jornalistas à região.

Há relatos de prisão e desaparecimentos forçados de centenas de monges. O Relator chefe do Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários, Jeremy Sarkin, lembrou ainda sobre o risco da revisão da lei criminal na China legitimar ainda mais a prática. “Essa ação hedionda não é permitida em qualquer circunstância. Nenhuma circunstância excepcional pode ser invocada para justificar desaparecimento forçado”, afirmou Sarkin.

ONU realiza em Genebra painéis para estudar 400 casos de desaparecimento forçado

O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Desaparecimento Forçado ou Involuntários se reúne entre os dias 01 e 11 de novembro em Genebra, Suíça, para rever mais de 400 casos de desaparecimento forçado em 40 países. Serão analisados os obstáculos encontrados na Declaração sobre a Proteção de Todas as Pessoas contra os Desaparecimentos Forçados e serão revistos os métodos de trabalho e possíveis novas visitas a países.

Entre as atividades, o grupo vai se reunir com delegações governamentais, representantes da sociedade civil e parentes de pessoas desaparecidas.