Especialistas da ONU alertam contra violação dos direitos humanos em protestos no Egito

O confronto entre as forças de segurança e protestantes pressionou as autoridades interinas do país a dialogar, antes das eleições da próxima semana.

Protestos no EgitoEspecialistas em direitos humanos das Nações Unidas expressaram preocupação nesta segunda-feira (21/11) diante da violenta repressão contra manifestantes no Egito, ocasionando mais de 20 mortes e mais de 1.700 feridos. O confronto entre as forças de segurança e protestantes pressionou as autoridades interinas do país a dialogar, antes das eleições parlamentares da próxima semana.

Christof Heyns, Relator Especial em execuções sumárias, ressaltou em relatório que “dissidentes devem ser tolerados e não contidos pela força”, adicionando que o uso de armas letais não pode ser uma opção de controle das manifestações e que a deterioração das liberdades de reunião e de associações pacíficas ferem os direitos humanos.

Frank La Rue, Relator Especial sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e de expressão, descreveu o direito a manifestação como uma “pedra angular da democracia”. Ele afirmou também que considera essencial que as opiniões diversas, incluindo críticas às autoridades, possam ser expressas de forma pacífica.

“Na conjuntura histórica atual, o governo provisório deve encorajar que todas as vozes sejam ouvidas, inclusive através de ONGs de direitos humanos e da mídia”, disse La Rue.