Especialista independente da ONU pede renovação com compromisso de uma cultura do diálogo

“A paz é um direito capacitante, a condição para o pleno gozo dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais”, disse Alfred de Zayas.

Alfred de Zayas (Wikipedia)No Dia Internacional da Paz, lembrado nesta sexta-feira (21), o recém-nomeado especialista independente das Nações Unidas sobre a promoção de uma ordem internacional democrática e justa, Alfred de Zayas, pediu que os Estados e a sociedade civil trabalhem para a solução pacífica de todos os conflitos, perseverem no compromisso com uma cultura de diálogo e rejeitem a lógica da guerra.

“A paz é um direito capacitante, a condição para o pleno gozo dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais. A paz é também um direito final, o resultado do exercício dos direitos humanos em sua plenitude”, disse Zayas. “Assim, há uma relação recíproca entre a paz e os direitos humanos. Em suma: a paz, os direitos humanos, o Estado de Direito e a justiça social devem prevalecer. Em qualquer lugar que reine a harmonia e a solidariedade, não há necessidade de usar a força — nacional ou internacional”, acrescentou.

Zayas lembrou que o Conselho de Direitos Humanos criou um grupo intergovernamental que trabalha para elaborar uma Declaração sobre o direito a paz. “Seu trabalho é de extrema importância e conta com o apoio de milhares de organizações não governamentais. A sociedade civil exige paz, para que todos os seres humanos possam desfrutar de segurança, do desenvolvimento, da justiça e dos direitos humanos”, completou.