Especialista fala sobre importância de rede de atendimento ao adolescente em município baiano

Palestra do coordenador da Escola Nacional de Magistratura (ENM) e especialista em Direitos da Criança e do Adolescente, João Batista Saraiva, deu início na quarta-feira (17) ao Encontro sobre Execução de Medidas Socioeducativas, promovido pelo UNICEF, no âmbito das ações do Programa Conjunto da ONU “Segurança com Cidadania”.

João Batista Saraiva iniciou encontro sobre execução de medidas socioeducativas em Lauro de Freitas (BA). (Foto: Bruna Hercog/PNUD – Programa Conjunto da ONU)

A importância do fortalecimento da rede de atendimento a crianças e adolescentes em Lauro de Freitas, município localizado na Bahia, para garantir que medidas socioeducativas sejam executadas no município foi destaque da palestra do coordenador da Escola Nacional de Magistratura (ENM) e especialista em Direitos da Criança e do Adolescente, João Batista Saraiva. O palestrante também ressaltou o papel fundamental do poder público municipal para garantir a implementação da Lei 12.594, aprovada em abril deste ano, que instaura o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE).

A palestra deu início na quarta-feira (17) ao Encontro sobre Execução de Medidas Socioeducativas promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), no âmbito das ações do Programa Conjunto da ONU “Segurança com Cidadania”, em Lauro de Freitas. O evento – que está sendo realizado na Sala 12 da UNIME (Avenida Luiz Tarquinio Pontes, 600) – segue até hoje (19). Participam cerca de 30 profissionais, entre policiais militares e civis, conselheiros tutelares, assistentes sociais e psicólogos dos Centros Especializados de Assistência Social (CREAS), educadores e outros profissionais que atuam em órgãos de promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

“O curso é um convite para que os profissionais desafiem suas próprias convicções e reflitam sobre sua prática”, destacou Saraiva. Para a policial militar Lesley Carneiro é, também, uma oportunidade para que aqueles que atuam diretamente na repressão de adolescentes que cometem atos infracionais, como os policiais, possam dialogar com aqueles que atuam na prevenção e no atendimento destes meninos e meninas. “É uma oportunidade de integrar os nossos conhecimentos e também se colocar no lugar do outro. Isso fortalece a rede”, destacou a PM.

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