Especialista da ONU pede ao Iêmen para deter assédio sistemático à comunidade Bahá’í

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Relator especial para o direito à liberdade de religião e de crença também pediu a libertação imediata de três líderes da comunidade, detidos há dois meses.

Heiner Bielefeldt, relator especial da ONU para o direito à liberdade de religião e de crença. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Heiner Bielefeldt, relator especial da ONU para o direito à liberdade de religião e de crença. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

O relator especial da ONU para o direito à liberdade de religião e de crença, Heiner Bielefeldt, pediu às autoridades do Iêmen que coloquem um fim ao assédio sistemático imposto pelo país à comunidade Bahá’í, incluindo prisões e detenções arbitrárias.

O especialista em direitos humanos também solicitou a libertação imediata de três líderes da comunidade, que foram detidos há dois meses.

“Ninguém deve ser perseguido por conta de sua religião ou crença e ninguém deve ser alvo por pertencer a minorias religiosas. Prisões aleatórias, detenções, invasões de casas e escritórios, bem como confiscações de bens eletrônicos e de dinheiro são simplesmente inaceitáveis”, ressaltou Heiner Bielefeldt.

“As autoridades iemenitas devem libertar todos os integrantes da comunidade Bahá’í presos, que supostamente foram encarcerados por questões religiosas”, acrescentou o especialista, citando as detenções, em agosto, de Nadim Tawfiq Al-Sakkaf, Nader Tawfiq Al-Sakkaf e Kaiwan Mohamed Ali Qadri.

Os líderes foram presos na sequência de uma prisão em massa durante um evento de nove dias para a juventude, realizado em Sana’a.

“As autoridades devem também desbloquear o centro de Bahá’í e permitir que os integrantes possam acessá-lo”, acrescentou. “As pessoas pertencentes a minorias religiosas, incluindo os membros dessa população, devem ter seus direitos à liberdade de religião e crença assegurados.”

O especialista em direitos humanos também chamou a atenção para o caso de Hamid Kamali Bin Haydara, que foi preso em 2013 e permanece encarcerado na Prisão de Segurança Nacional por “comprometer a independência do Iêmen e por difusão da fé Bahá’í”.

Segundo Bielefeldt, Kamali está sofrendo com problemas de saúde graves, que exigem atenção médica adequada.

O relator especial lembrou às autoridades iemenitas que o governo deve defender suas obrigações internacionais e fazer todo o possível para proteger os cidadãos do país sob quaisquer circunstâncias.


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