Especialista alerta para necessidade de proteger idosos expostos a abusos no mundo

Na ocasião do Dia Mundial da Conscientização Contra o Abuso de Idosos, lembrado no último sábado (15), a especialista independente das Nações Unidas para defesa dos direitos de pessoas idosas destacou que elas são frequentemente vítimas de abusos e estupros, que raramente são detectados, relatados ou expostos.

“Casos de abusos sexuais e estupros de pessoas idosas são um assunto raramente discutido, mas são uma realidade”, disse Rosa Kornfeld-Matte, em comunicado emitido na quinta-feira (13), pedindo para todos estarem “mais atentos e relatarem possíveis casos de abusos de pessoas idosas”.

Paciente idoso recebe atendimento de reabilitação no Japão. Foto: OMS/Yoshi Shimizu

Paciente idoso recebe atendimento de reabilitação no Japão. Foto: OMS/Yoshi Shimizu

Na ocasião do Dia Mundial da Conscientização Contra o Abuso de Idosos, lembrado no último sábado (15), a especialista independente das Nações Unidas para defesa dos direitos de pessoas idosas destacou que elas são frequentemente vítimas de abusos e estupros, que raramente são detectados, relatados ou expostos.

“Casos de abusos sexuais e estupros de pessoas idosas são um assunto raramente discutido, mas são uma realidade”, disse Rosa Kornfeld-Matte, em comunicado emitido na quinta-feira (13), pedindo para todos estarem “mais atentos e relatarem possíveis casos de abusos de pessoas idosas”.

O problema ainda é invisível e um tabu, disse a especialista, mas deve crescer dramaticamente por conta do envelhecimento de sociedades. Junto a isso, “sem dados, estatísticas e estudos suficientes, nós não temos nem mesmo uma estimativa das dimensões envolvidas”, afirmou.

Kornfeld-Matte explicou que um dos desafios envolvendo abuso sexual é a perpetuação do mito de que ele é realizado principalmente por estranhos.

“Infelizmente, a maior parte dos abusadores é formada por membros da família, parentes ou outras pessoas íntimas tipicamente em posições de cuidadores”, enfatizou.

A especialista destacou que “estereótipos negativos, como os segundo os quais pessoas idosas não são seres sexuais e a maior dependência dos outros (…) são barreiras para denunciar, detectar e prevenir agressões sexuais em casas de repouso”.

Apesar das severas consequências à saúde, esforços para prevenir e responder aos abusos continuam inadequados. Por exemplo, explicou a especialista, “evidências forenses e outras evidências criminais podem ser perdidas pela compaixão errônea ou vergonha de outras pessoas que desejam deixar a pessoa idosa confortável, em vez de chamar a polícia”.

Para responder a isto, ela pediu para todos aumentarem a vigilância, destacando que o comportamento de uma pessoa idosa, mesmo que ela tenha confusões ou demência, irá sinalizar quando algo está errado.

“Consciência e atenção são essenciais”, afirmou. “Não só parentes e pessoas íntimas, mas também funcionários de hospitais e casas de repouso devem estar cientes da existência de abusos sexuais e da função como cuidadores de relatar possíveis ou supostas agressões sexuais”.

Kornfeld-Matte pediu mais educação, treinamentos, dados e pesquisas para responder às lacunas de conhecimento em torno da incidência, de denúncias e das investigações, para prevenir e responder aos problemas de forma melhor.