ESPECIAL: Brasil no Haiti – um país mais seguro e estável

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A Missão da ONU no Haiti – conhecida pela sigla MINUSTAH – foi estabelecida em abril de 2004 para garantir um ambiente seguro e estável ao país caribenho. Inicialmente, a missão foi autorizada a mobilizar até 6,7 mil militares, com seu braço militar sempre sob o comando do Brasil.

No total, 37.500 militares brasileiros — sendo 213 mulheres — atuaram no Haiti. No âmbito da Marinha, ao longo dos 13 anos da missão, foi enviado um total de 6.135 militares, divididos por 26 contingentes. Confira os detalhes nesse vídeo especial realizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e pela Marinha do Brasil.

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) foi estabelecida pela resolução 1.542, de 30 de abril de 2004, visando garantir um ambiente seguro e estável ao país caribenho. Inicialmente, a Missão foi autorizada a mobilizar até 6.700 militares, sempre tendo seu braço militar sob o comando do Brasil.

Além do contingente brasileiro, integraram a MINUSTAH militares de Japão, Chile, Nepal, Jordânia, Uruguai, Paraguai, Coreia do Sul, Sri Lanka, Argentina, Bolívia, Guatemala, Peru, Filipinas e Equador. Além disso, Canadá, Estados Unidos e França prestaram apoio estrutural.

No total, 37.500 militares brasileiros — sendo 213 mulheres — atuaram no Haiti. Somente no âmbito da Marinha, ao longo dos 13 anos da missão de paz, foi enviado um total de 6.135 militares, divididos por 26 contingentes.

Desde o início da missão, em 2004, o componente militar da MINUSTAH conduziu regularmente operações específicas contra criminosos, realizando patrulhas contínuas.

Também foram concentrados tempo e esforços em facilitar as eleições nacionais, proporcionando segurança e apoio logístico às autoridades civis para todas as eleições nos últimos 13 anos.

Os capacetes-azuis integraram também atividades de cooperação civil-militar, incluindo renovação de escolas, poços de perfuração, distribuição de água potável e infraestrutura pública.

Duas catástrofes naturais atingiram o Haiti ao longo dos 13 anos de atuação das Forças Armadas brasileiras.

A primeira, no dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto causou a morte de mais de 220 mil pessoas, incluindo 102 funcionários da ONU. A MINUSTAH também foi afetada. O terremoto matou seu representante especial Hédi Annabi, tunisiano, e seu vice, o brasileiro Luiz Carlos da Costa.

O “GptOpFuzNav-Haiti” – 11º Contingente – prestou o apoio necessário para a manutenção de um ambiente estável, de maneira que pudesse ser prestada toda a ajuda humanitária possível.

Já em 4 outubro de 2016, o Haiti foi atingido pelo furacão Matthew, que causou inundações e deixou várias famílias desabrigadas no sul do país. Os Fuzileiros Navais do 24º Contingente, atuando em conjunto com a Companhia de Engenharia do Exército Brasileiro, receberam a missão de se encaminhar até a região mais atingida.

Após trabalhar noite e dia na desobstrução de estradas para a chegada de assistência, no dia 7 de outubro de 2016 um pelotão de fuzileros foi a primeira tropa a conseguir chegar, por terra, à cidade mais afetada, Jeremy.

Em outubro de 2017, a MINUSTAH chegou ao fim. Deixa um país mais seguro e estável, cumprindo assim sua missão. A missão foi substituída pela Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH, na sigla em francês), que irá apoiar os esforços governamentais de fortalecimento das instituições, no desenvolvimento da Polícia Nacional e no monitoramento, relato e análise da situação dos direitos humanos.

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