Esforços globais melhoram esgotamento da camada protetora do ozônio

Esforços internacionais para proteger a camada de ozônio, que defende a vida na Terra dos nocivos raios ultravioleta, conseguiram parar as perdas adicionais de ozônio, evitando potencialmente milhões de casos de câncer de pele e cataratas nos olhos, segundo um novo relatório das Nações Unidas divulgado ontem (16).

A eliminação das substâncias que destroem o ozônio também ajuda a reduzir as mudanças climáticas. Foto: ONU.Esforços internacionais para proteger a camada de ozônio, que defende a vida na Terra dos nocivos raios ultravioleta, conseguiram parar as perdas adicionais de ozônio, evitando potencialmente milhões de casos de câncer de pele e cataratas nos olhos, segundo um novo relatório das Nações Unidas divulgado ontem (16).

“O relatório ‘Avaliação Científica da Destruição do Ozônio 2010’ destaca que a ação para proteger a camada de ozônio não apenas tem obtido êxito, mas continua oferecendo múltiplos benefícios para as economias, incluindo os esforços para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM)”, disse o Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, se referindo aos ambiciosos objetivos que visam reduzir uma série de problemas sociais até 2015.

O ozônio global não está diminuindo, devido à eliminação na atmosfera de cerca de 100 substâncias destrutivas, antes utilizadas em produtos como geladeiras e latas de spray, mas sua quantidade também ainda não está aumentando. Espera-se que a camada de ozônio de fora das regiões polares recupere os níveis pré-1980 antes de meados do século, embora o buraco de ozônio sobre a Antártida, que acontece todos os anos na primavera, deva demorar muito mais tempo para se recuperar, divulgou o estudo em uma de suas principais conclusões.

O relatório, publicado conjuntamente pelo PNUMA e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) é a primeira atualização completa em quatro anos sobre a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio e sobre o Protocolo de Montreal, que tratam da eliminação de produtos químicos que aceleram tanto os danos à camada de ozônio quanto as mudanças climáticas.