Esforço da ONU para ajudar Filipinas inclui geração de empregos emergenciais e recuperação agrícola

Agências das Nações Unidas atuam em diversas frentes para apoiar Governo na reconstrução do país. Empenho é para minimizar dor, traumas, garantir segurança e auxiliar pessoas a retomar suas vidas.

Tacloban, Filipinas. Foto: OCHA/Akiko Yoshida

Na medida em que é revelada a magnitude da devastação provocada pelo supertufão Haiyan nas Filipinas, as Nações Unidas e seus parceiros montam uma operação para chegar a milhões desesperados por comida, água e outras necessidades básicas em toda a região. Agentes humanitários estão lutando contra fortes chuvas, estradas bloqueadas, pistas de pouso e portos marítimos danificados.

A logística de transporte continua sendo o maior desafio por causa dos danos generalizados à infraestrutura e da grande quantidade de detritos que bloqueiam aeroportos, estradas e outras vias de acesso.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) disse que a infraestrutura destruída está fazendo dos esforços humanitários um “pesadelo logístico”. A agência pediu 83 milhões de dólares para a logística, alimentos e equipamentos de telecomunicações de emergência.

O acesso prejudicado da ajuda humanitária também está “contribuindo para um colapso na lei e na ordem conforme algumas pessoas desesperadas saqueiam lojas para obter comida e água”, disse o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Adrian Edwards.

“Mulheres e crianças estão mendigando nas ruas, pedindo doações, expondo-se ao abuso e à exploração“, acrescentou Edwards.

“Quando as pessoas voltarem a possuir os meios básicos para a sobrevivência, passaremos para a próxima fase. E a próxima fase será tentar garantir que as consequências desse desastre possam ser minimizadas para as crianças”, disse o chefe regional de comunicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Christopher de Bono.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) está atuando com o Governo, empresas e trabalhadores nas Filipinas para lançar um programa de emprego de emergência para ajudar as cerca de 3 milhões de pessoas que perderam seus meios de subsistência. “A perda de vidas e a escala da destruição são de partir o coração, existem milhões de pessoas em condições desesperadoras”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder. “Elas precisam de comida, água, abrigo, assistência médica – e precisam começar a reconstruir suas vidas imediatamente.”

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) também começou a apoiar o Governo no processo da reconstrução dos setores de agricultura, pesca e floresta, com 1 milhão de dólares de seus recursos para cobrir as necessidades imediatas, como sementes e fertilizantes, disse o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

O supertufão atingiu o país bem no início da principal temporada do plantio de arroz. A FAO estima que mais de um milhão de agricultores foram afetados e centenas de milhares de hectares de arroz, destruídos.

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) enviou dezenas de telefones via satélite equipados com GPS para facilitar os esforços de busca e resgate, juntamente com outros equipamentos de comunicação para ajudar famílias a restabelecer contato com parentes.

O chefe da Organização Mundial do Turismo (OMT), Taleb Rifai, afirmou que está pronto para apoiar o país em seu programa de recuperação relacionado ao turismo.

A chefe da Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres (UNISDR), Margareta Wahlström, fez uma apelo na terça-feira (12) para que se repense as relações entre desastres e pobreza e pediu uma escalada dramática dos esforços para proteger as pessoas e os seus bens.