Escritório da ONU alerta para riscos em Kunduz, onde conflitos ainda ameaçam agências humanitárias

Partes da cidade permanecem sob controle de grupos armados ou concentram explosivos. Armadilhas são recorrentes nas estradas. Na região, 14 mil famílias foram deslocadas.

Pessoas recebem pacotes de ajuda após escaparem de confrontos entre o Talibã e forças do governo. Cena registrada em abril de 2015. Foto: IRIN / Bethany Matta

Pessoas recebem pacotes de ajuda após escaparem de confrontos entre o Talibã e forças do governo. Cena registrada em abril de 2015. Foto: IRIN / Bethany Matta

O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) destacou, nesta quinta-feira (15), que ainda não é seguro retomar atividades de assistência em Kunduz, no nordeste do Afeganistão, área atingida recentemente por ataques aéreos. Segundo a agência da ONU, ainda faltam 214 milhões de verba para garantir o Plano Humanitário de Resposta do país. Na região, 14 mil famílias foram deslocadas por conta dos conflitos.

Apesar da relativa calmaria verificada no centro da cidade afegã e da ocorrência de conflitos apenas nos arredores, o OCHA emitiu alerta sobre riscos ainda existentes para as agências humanitárias que operam na região. Partes de Kunduz permanecem sob controle de grupos armados ou concentram dispositivos explosivos improvisados (IEDs). Armadilhas são recorrentes nas estradas.

De acordo com o Escritório da ONU, eletricidade e água já foram restauradas em algumas áreas da cidade, mas muitos serviços básicos continuam indisponíveis. Pessoas internamente deslocadas na região necessitam de abrigo, alimentação, serviços de saúde, saneamento e higiene.