‘Escravidão não é história’, alerta Relatora Especial da ONU no Dia Internacional para Abolição da Escravatura

Desde 1991, o Fundo Voluntário das Nações Unidas sobre formas contemporâneas de escravidão vem aumentando a ajuda humanitária, legal e financeira, para aqueles cujos direitos humanos foram violados.

Relatora Especial das Nações Unidas sobre formas contemporâneas de escravidão, Gulnara Shahinian“A escravidão não é história”, alertou a Relatora Especial das Nações Unidas sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, Gulnara Shahinian, em mensagem para o Dia Internacional para Abolição da Escravatura, nesta sexta-feira (02/12). Para ela, apesar dos progressos significativos na luta contra a escravidão em muitas partes do mundo, esses esforços ainda são insuficientes.

“As vítimas da escravidão não estão sozinhas”, disse Shahinian. “Hoje, comemoramos 20 anos do Fundo Voluntário das Nações Unidas sobre formas contemporâneas de escravidão, que desde 1991 vem aumentando a ajuda humanitária, legal e financeira, para aqueles cujos direitos humanos foram violados, além de ajudar as ONGs de diferentes regiões a lidarem com as formas contemporâneas de escravidão.”

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a todos os governos, empresas privadas, ONGs e outros parceiros para que demonstrem empenho no combate à escravidão, fazendo uma contribuição financeira para o Fundo Voluntário e trabalhando em conjunto para acabar com este flagelo. Para cumprir seu mandato, o Fundo precisa de um mínimo de 1,5 milhões de dólares, mas menos de um terço do financiamento necessário foi assegurado até o momento.

“A escravidão é um fenômeno mundial que afeta todos os países”, ressaltou Shahinian. “Se ele existe como parte do sistema religioso, econômico ou social, existe apenas como resultado de alguma  demanda. E essa demanda serve apenas para beneficiar alguns poucos gananciosos e egoístas que exploram mulheres, homens, meninas e meninos.”