Escoteiros do Brasil aderem a movimento da ONU pela igualdade entre homens e mulheres

Os Escoteiros do Brasil aderiram neste mês (26) ao movimento ElesPorElas (HeForShe, em inglês), uma iniciativa global da ONU Mulheres em prol da igualdade de gênero. Atualmente, a associação nacional de escotismo reúne 75 mil jovens e tem o apoio voluntário de 25 mil adultos. Nos últimos dez anos, o número de integrantes cresceu em torno de 35%, chegando a 671 cidades de todas as 27 unidades federativas do Brasil.

Adesão ao movimento ElesPorElas foi formalizada durante o 25º Congresso Nacional Escoteiro, realizado em Brasília. Foto: Escoteiros do Brasil

Adesão ao movimento ElesPorElas foi formalizada durante o 25º Congresso Nacional Escoteiro, realizado em Brasília. Foto: Escoteiros do Brasil

Os Escoteiros do Brasil aderiram neste mês (26) ao movimento ElesPorElas (HeForShe, em inglês), uma iniciativa global da ONU Mulheres em prol da igualdade de gênero. Atualmente, a associação nacional de escotismo reúne 75 mil jovens e tem o apoio voluntário de 25 mil adultos. Nos últimos dez anos, o número de integrantes cresceu em torno de 35%, chegando a 671 cidades de todas as 27 unidades federativas do Brasil.

Formalizada durante o 25º Congresso Nacional Escoteiro, em Brasília, a parceria dos escoteiros com o ElesPorElas terá três eixos principais — diagnóstico interno, ações formativas e mobilização social.

A organização de escotismo se compromete a tomar medidas para mapear os espaços de liderança ocupados pelas mulheres nos Escoteiros do Brasil. O objetivo será garantir a composição paritária, em termos de gênero, nos postos de tomada de decisão.

Os escoteiros também promoverão formações que abordem a igualdade entre homens e mulheres, o empoderamento feminino, masculinidades e eliminação do racismo, com base nos currículos da Associação Mundial de Bandeirantes, do programa O Valente não é Violento e do programa Uma Vitória Leva à Outra.

Já as ações de mobilização social pretendem engajar diferentes grupos, a fim de conscientizar a população brasileira sobre temas como a violência contra as mulheres e contra a população afrodescendente.

Com essas iniciativas de sensibilização, os escoteiros vão apoiar não apenas o movimento ElesPorElas, mas também a campanha do secretário-geral da ONU UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres e a campanha Vidas Negras, desenvolvida pelas Nações Unidas no Brasil para promover o fim do racismo e da violência letal contra a juventude negra.

“O movimento escoteiro tem tradição na formação de crianças e jovens para a cidadania, além de se colocar a serviço de ações solidárias em comunidades mundo afora”, ressalta Carolina Ferracini, gerente de Projetos da ONU Mulheres Brasil para Prevenção e Eliminação da Violência contra as Mulheres.

“A adesão ao movimento ElesPorElas é um passo importante para que esta iniciativa esteja mais próxima da juventude brasileira, que trará criatividade e espontaneidade para que ElesPorElas continue a ser um movimento com conexões entre pessoas e soluções pelos direitos de mulheres e meninas.”

Fred Santos, diretor adjunto de Relações Institucionais dos Escoteiros do Brasil, explica que a associação vai “trabalhar os tópicos em dois segmentos distintos, tanto na formação dos nossos adultos, para que eles repliquem o conteúdo ao trabalhar com os jovens, como também com os próprios jovens nas atividades de nível nacional, além de (que) também sugeriremos aos níveis regionais que façam o mesmo”.

“Estamos convencidos de que o tema precisa ser tratado na transversalidade, uma vez que o conceito é algo que está intrínseco à nossa filosofia, nas nossas diretrizes fundamentais. Nossa missão é dar ferramentas para que a juventude escoteira replique as ações e valores na sociedade, escola, trabalho, para que sejam agentes de transformação e não só passivos”, completa o representante da organização de escotismo.

Conexões sociais

Em 2018, a ONU Mulheres promoveu oficinas sobre o movimento ElesPorElas no Jamboree – evento nacional escoteiro, ocorrido em Ribeirão Preto (SP). A iniciativa das Nações Unidas mobilizou cerca de mil crianças, adolescentes e jovens, com diálogos sobre os direitos das mulheres e meninas, masculinidades positivas e fim do racismo.

Pela primeira vez, o manual global Vozes pela Violência, desenvolvido pela ONU Mulheres e pela Associação Mundial de Bandeirantes, foi aplicado para um grupo de escoteiras e escoteiros, com novos elementos que permitiram adaptar o conteúdo ao contexto brasileiro.


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