Escolhas alimentares de hoje afetam saúde das pessoas e do planeta de amanhã

Transformar dietas e a maneira com a qual produzimos alimentos têm amplo potencial de melhorar tanto a saúde humana quanto a sustentabilidade ambiental no futuro. A conclusão é de novo relatório da Comissão EAT-Lancet, lançado na terça-feira (5) na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e produzido por ONU Meio Ambiente e Missão Permanente da Noruega.

O relatório afirma que “se mudarmos a maneira com a qual produzimos, consumimos, transportamos e desperdiçamos alimentos, podemos alimentar todos com uma dieta saudável e melhorar a saúde do planeta”.

Feirante em Bangladesh. Foto: Banco Mundial/Scott Wallace

Feirante em Bangladesh. Foto: Banco Mundial/Scott Wallace

Transformar dietas e a maneira com a qual produzimos alimentos têm amplo potencial de melhorar tanto a saúde humana quanto a sustentabilidade ambiental no futuro. A conclusão é de novo relatório da Comissão EAT-Lancet, lançado na terça-feira (5) na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e produzido por ONU Meio Ambiente e Missão Permanente da Noruega.

A conclusão é de novo relatório da Comissão EAT-Lancet, lançado na terça-feira (5) na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e produzido por ONU Meio Ambiente e Missão Permanente da Noruega.

O chefe do escritório da ONU Meio Ambiente em Nova Iorque, Satya Tripathi, destacou que foi em seu país natal, a Índia, que surgiu o conceito de “você é o que você come”.

“Não é apenas sobre alimento, é sobre processos, é sobre o que isso resulta”, afirmou, dizendo que esta “sabedoria antiga” foi “cientificamente articulada de maneira muito poderosa” no relatório, que mostra “a ciência, os números e os dados do que você precisa fazer para ser saudável”.

O relatório afirma que há um imenso desafio enfrentado pela humanidade para “fornecer à população mundial crescente dietas saudáveis com sistemas alimentares sustentáveis”.

Embora a produção de calorias esteja crescendo no mesmo ritmo da população global, mais de 820 milhões de pessoas não têm acesso suficiente a alimentos, têm dietas de baixa qualidade ou simplesmente comem demais.

“Uma transformação radical do sistema alimentar global é urgentemente necessária”, destacou o relatório. Sem uma transformação, o mundo não só corre risco de fracassar em cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o Acordo de Paris para o clima, mas também de deixar como legado para as crianças de hoje degradação ambiental, população, má nutrição e doenças evitáveis.

Gunhild Stordalen, fundadora e chefe-executiva da Fundação EAT, disse no evento de lançamento do relatório que, embora o acesso a alimentos seja um desafio presente em quase toda a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, eles também possuem “superpoderes”.

“O poder dos alimentos é completamente sobre conexões”, afirmou. “As ligações entre pessoas e o planeta estão em todos os lugares, mas em nenhum lugar estas conexões são mais óbvias ou as sinergias são mais numerosas do que em nossos pratos e ao longo do sistema alimentar”.

Ressaltando que o abastecimento de alimentos saudáveis será uma questão marcante para o século 21, o relatório fornece um “mapa” científico para um futuro saudável e sustentável, mostrando que “se mudarmos a maneira com a qual produzimos, consumimos, transportamos e desperdiçamos alimentos, podemos alimentar todos com uma dieta saudável e melhorar a saúde do planeta”.

O ator e ativista norte-americano Alec Baldwin alertou que a humanidade está “causando mudança climática global e que, se não agirmos, será nossa ruína”.

Ele pediu para todos olharem os “objetivos mutualmente alcançáveis” de fornecimento de alimentos e segurança ambiental, dizendo que precisamos mudar prioridades agrícolas para melhorar o uso das terras que já temos e reduzir drasticamente a produção de carnes.

“Se mudarmos para dietas ricas em plantas, podemos ajudar a salvar o planeta”, afirmou Baldwin. Transformar o sistema alimentar também pode diminuir riscos de câncer, infartos e diabetes e evitar 11 milhões de mortes de adultos por ano.

Para a migração para uma dieta saudável, o relatório sugere que o mundo dobre o consumo de frutas, vegetais, legumes e cereais, enquanto reduz a pelo menos metade o consumo de carne vermelha e açúcares.

“O maior desafio que enfrentamos é influenciar comportamento humano, você não pode banir o consumo de carne… você pode colocar uma luz” sobre causas e efeitos, concluiu Baldwin.

A EAT é uma organização global sem fins lucrativos criada com parceiros para catalisar uma transformação do sistema alimentar.


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