Equipes humanitárias da ONU alertam para situação de civis no norte da Síria

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Equipes humanitárias das Nações Unidas e seus parceiros na Síria expressaram na quarta-feira (3) profunda preocupação com a proteção e o bem-estar de dezenas de milhares de civis nas províncias de Hama e Idlib, norte do país, após confrontos deixarem mortos, feridos e deslocados na região.

De acordo com um porta-voz da ONU, na terça-feira (2), sete pessoas foram assassinadas e ao menos 18 ficaram feridas após um ataque aéreo atingir a cidade de Khan Elsobol, sul de Idlib. No mesmo dia, 25 pessoas ficaram feridas e diversas lojas foram danificadas quando bombardeios atingiram o principal mercado da cidade de Jisr-Ash-Shugur, no oeste da mesma província.

Meninos passam em frente a edifícios destruídos em Maarat al-Numaan, na província de Idlib. Foto: UNICEF/Giovanni Diffidenti

Meninos passam em frente a edifícios destruídos em Maarat al-Numaan, na província de Idlib. Foto: UNICEF/Giovanni Diffidenti

O braço humanitário das Nações Unidas e seus parceiros na Síria expressaram na quarta-feira (3) profunda preocupação com a proteção e o bem-estar de dezenas de milhares de civis nas províncias de Hama e Idlib, norte do país, após crescentes hostilidades deixarem mortos, feridos e deslocados na região.

De acordo com um porta-voz da ONU, na terça-feira (2), sete pessoas foram assassinadas e ao menos 18 ficaram feridas após um ataque aéreo atingir a cidade de Khan Elsobol, sul de Idlib. No mesmo dia, 25 pessoas ficaram feridas e diversas lojas foram danificadas quando bombardeios atingiram o principal mercado da cidade de Jisr-Ash-Shugur, no oeste da mesma província.

“Outros ataques aéreos e bombardeiros foram registrados no sul da província”, disse o vice-porta-voz da ONU Farhan Haq a jornalistas durante coletiva de imprensa na sede da ONU em Nova Iorque.

Ele disse que as Nações Unidas e seus parceiros estão coordenando a resposta humanitária na área por meio de operações na fronteira com a Turquia. A principal demanda é por abrigos, comida, medicamentos, água, saneamento e outras necessidades humanitárias.

“As Nações Unidas lembram todas as partes no conflito da obrigação legal de poupar civis e alvos civis”, disse o porta-voz.

Ele declarou ainda que a ONU está extremamente preocupada com a recente série de ataques a unidades de saúde na Síria. Em 31 de dezembro, um hospital local na província de Idlib foi danificado por um ataque aéreo, enquanto um dia antes um depósito de utensílios médicos pertencente a uma organização internacional não governamental foi destruído por bombardeios.

“Continuamos a pedir que todas as partes no conflito parem de destruir hospitais e outras infraestruturas civis essenciais para a população, e respeitem suas obrigações perante a lei humanitária e de direitos humanos internacional”, enfatizou.

UNFPA e Crescente Vermelho chegam à cidade isolada de Sheikh Maqsoud em dezembro. Foto: UNFPA Síria

UNFPA e Crescente Vermelho chegam à cidade isolada de Sheikh Maqsoud em dezembro. Foto: UNFPA Síria

Fundo de População da ONU alcança mulheres em área isolada de Alepo

A agência da ONU para os direitos reprodutivos alcançou a área de Sheikh Maqsoud em Alepo, onde milhares de mulheres estavam há anos sem atendimento médico.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) disse que suas equipes móveis de saúde reprodutiva atingiram a área em 30 de dezembro, fornecendo serviços de planejamento familiar, pré-natal e pós-parto a mais de 80 mulheres.

“O conflito normalmente coloca essas mulheres e seus bebês em risco. Esforços físicos e traumas emocionais frequentemente complicam o trabalho de parto”, disse Massimo Diana, representante do UNFPA na Síria. “Os serviços de saúde estão deteriorados depois de sete anos de crise na Síria, além da falta de suprimentos e da alta demanda”, declarou.

Uma unidade de saúde está operando em Sheikh Maqsoud, atendendo estimados 50 pacientes por dia. De acordo com o UNFPA, isso “não é suficiente para atender as necessidades locais, onde estimadas 3 mil mulheres estão grávidas”.

A agência da ONU disse que a unidade de saúde existente está pouco equipada, sem capacidade para realizar operações cesarianas ou outras cirurgias. Não há ambulâncias disponíveis para transferir casos críticos a hospitais fora da região.

As equipes humanitárias também notaram que a maior parte das estradas estão bloqueadas por lama, o que torna o acesso limitado. A área também não tem sistema elétrico operando, o que força a comunidade a depender de geradores movidos a combustível caro, quando este está disponível.

Além da falta de serviços de saúde reprodutiva de qualidade, as equipes humanitárias observaram um alto número de pessoas com deficiências, incluindo usuários de cadeiras de roda, assim como famílias com necessidade de roupas para enfrentar o inverno.


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