Equipe da ONU reconhece esforços do Japão em áreas afetadas por acidente nuclear de Fukushima

Missão de peritos da Agência Internacional de Energia Atômica analisa esforços de recuperação. Incidente ocorrido em março de 2011 foi o pior acidente nuclear desde o desastre de Chernobyl, em 1986.

Missão internacional de peritos da AIEA examinam reator durante visita a usina nuclear de Fukushima Daiichi. Foto: AIEA/Giovanni Verlini

Missão internacional de peritos da AIEA examinam reator durante visita a usina nuclear de Fukushima Daiichi. Foto: AIEA/Giovanni Verlini

A ONU reconheceu nesta segunda-feira (21) o progresso que tem sido feito pelo Japão nos esforços de reparação em áreas afetadas pelo acidente nuclear de Fukushima Daiichi. Um grupo de especialistas das Nações Unidas elogiou os esforços do governo em um relatório preliminar, que também incentiva as autoridades a comunicar melhor suas metas de descontaminação para o público.

A missão de peritos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que analisa os esforços de recuperação, concluída na segunda-feira, dá seguimento à primeira missão realizada em outubro de 2011, na sequência do incidente na central nuclear de Fukushima Daiichi no mesmo ano.

Em março de 2011, um terremoto de 9 graus na escala Richter produziu um tsunami que, além de matar 20 mil pessoas, se chocou contra a estação de energia nuclear, desativando os sistemas de refrigeração e levando ao colapso de três das seis unidades. Este foi o pior acidente nuclear desde o desastre de Chernobil, em 1986.

A missão reconheceu o “grande esforço e os enormes recursos” que o Japão está realizando, com o objectivo de melhorar as condições de vida das pessoas afetadas pelo acidente nuclear e permitindo que os evacuados voltem para casa, disse a AIEA em um comunicado à imprensa.

“O Japão tem feito muito para reduzir a exposição à radiação das pessoas nas áreas afetadas, para trabalhar no sentido de permitir que os evacuados voltem para suas casas e para apoiar as comunidades locais de modo a superar perturbações econômicas e sociais”, disse o líder da equipe, Juan Carlos Lentijo, diretor de Divisão do Ciclo do Combustível e Tecnologia em Resíduos do Departamento de Energia Nuclear da AIEA.

Ele acrescentou que a equipe estava realmente impressionada com o envolvimento de uma ampla gama de ministérios, agências e autoridades locais na condução destes esforços estratégicos de reparação.