Epicentro de transmissão de ebola na fronteira da Guiné e Serra Leoa preocupa ONU

As áreas Forécariah (na Guiné) e Kambia (em Serra Leoa) foram responsáveis por 76% dos 33 casos da doença confirmados registrados na última semana.

Trabalhadores humanitários contra o ebola na Guiné. Foto: UNMEER/Simon Ruf

Trabalhadores humanitários contra o ebola na Guiné. Foto: UNMEER/Simon Ruf

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira (29) que a vigilância e o engajamento da comunidade ainda precisam melhorar em algumas áreas da Guiné e de Serra Leoa, onde novos casos continuaram a vir à tona. O anúncio foi feito um dia depois do novo representante especial da ONU para a resposta ao ebola, Peter Graff, ser informado de um epicentro contínuo de transmissão na fronteira entre esses dois países.

A Missão das Nações Unidas para Resposta de Emergência ao Ebola (UNMEER) informou que esforços estão em andamento para fortalecer a colaboração com a Guiné em diferentes áreas, incluindo a partilha de informações, bem como fazer uso do laboratório no distrito Kambia para testes de casos suspeitos de ebola nas cidades fronteiriças do país.

Enquanto isso, a OMS emitiu a sua atualização semanal, afirmando que 33 casos confirmados da doença foram relatados na África Ocidental, na semana que terminou em 26 de abril. Duas áreas, Forécariah na Guiné e Kambia em Serra Leoa, foram responsáveis por 76% de todos os casos confirmados notificados. Na Libéria nenhum caso foi confirmado pela quinta semana consecutiva.

“Tanto na Guiné quanto em Serra Leoa, o fato dos casos continuarem a ser identificados após o teste post-mortem, juntamente com os dados de que cerca de metade de todos os casos surgem em pessoas não identificadas como contatos de casos anteriores, sugerem que a vigilância e o engajamento da comunidade ainda exigem melhorias em algumas áreas”, declarou a OMS.