Enviado especial da ONU para Iraque condena novos atentados no país

O enviado especial das Nações Unidas para o Iraque condenou a série de ataques suicidas ocorridos nesta terça-feira (17) que tiveram como alvo movimentados mercados nos bairros de Shaab, Sadr City e Al-Rasheed, em Bagdá, matando e ferindo dezenas de civis, inclusive mulheres e crianças. Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU já havia condenado outros três ataques no país.

Assentamento informal para pessoas deslocadas nos arredores de Bagdá, capital do Iraque. Foto: IRIN/Heba Aly

Assentamento informal para pessoas deslocadas nos arredores de Bagdá, capital do Iraque. Foto: IRIN/Heba Aly

O enviado especial das Nações Unidas para o Iraque condenou fortemente a série de ataques suicidas ocorridos nesta terça-feira (17) que tiveram como alvo movimentados mercados nos bairros de Shaab, Sadr City e Al-Rasheed, em Bagdá, matando e ferindo dezenas de civis, inclusive mulheres e crianças.

De acordo com comunicado da Missão de Assistência da ONU no Iraque, outros ataques terroristas foram impedidos pelas forças de segurança.

O chefe da missão da ONU, Ján Kubiš, ofereceu suas condolências às famílias das vítimas e desejou pronta recuperação aos feridos. “Os terroristas atacaram novamente, acrescentando mais violência ao seu longo histórico de morte e destruição, mais uma vez com a intenção de matar o maior número de inocentes possível”, disse Kubiš.

Conselho de Segurança condena ataques da semana passada

Na quinta-feira (12), o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou os três ataques terroristas ocorridos em Bagdá na semana passada (11), que resultaram na morte de quase uma centena de pessoas.

Em comunicado à imprensa, os membros do Conselho de Segurança lamentaram as mortes nos ataques classificados como uma “triste adição aos milhares de civis iraquianos mortos este ano”. O Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelos atentados.

Os membros do Conselho reiteraram seu compromisso com segurança, independência, soberania, integridade territorial e unidade nacional do Iraque, ao classificar os atentados do Estado Islâmico como tentativa de desestabilizar o país e a região.

O Conselho também reiterou a necessidade de se levar os autores à Justiça, conclamando todos os Estados a cooperar ativamente com as autoridades iraquianas.

O Conselho salientou ainda a necessidade de tomar medidas para impedir e suprimir o financiamento ao terrorismo, as organizações terroristas e os terroristas individuais.

Além disso, reiterou que “o terrorismo em todas as suas formas e manifestações é criminoso e injustificável, independentemente da sua motivação e de onde, quando e por quem é cometido, e não deve ser associado a nenhuma religião, nacionalidade, civilização ou grupo étnico”.