Enviado especial da ONU para a Síria anuncia saída e promete trabalhar pela paz ‘até a última hora’

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O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse ao Conselho de Segurança nesta quarta-feira (17) que deixará o cargo no final do próximo mês, após quatro anos e quatro meses.

Sobre as condições de milhões de sírios deslocados e em necessidade de ajuda humanitária após mais de sete anos de conflito, ele disse que “uma catástrofe até agora tem sido evitada em Idlib, e o memorando russo-turco de entendimento parece estar sendo implementado”.

O enviado disse ao Conselho que “nós ainda temos um mês muito intenso e, esperançosamente, frutífero, adiante”. “Não estou abandonando o cargo até a última hora do último dia de meu mandato”.

Enviado especial da ONU para a Síria, Steffan de Mistura. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Enviado especial da ONU para a Síria, Steffan de Mistura. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse ao Conselho de Segurança nesta quarta-feira (17) que deixará o cargo no final do próximo mês, após quatro anos e quatro meses.

Staffan de Mistura disse que estava debatendo com o secretário-geral da ONU o desejo de deixar o cargo devido a razões profissionais. “Apreciei profundamente seu apoio constante e sua sábia consultoria sobre esta questão”.

Informando o Conselho de 15 membros sobre um convite do governo da Síria para visitar Damasco na semana que vem, ele disse que irá continuar no cargo até o final de novembro, em um esforço para retomar conversas de paz apoiadas pela ONU e ajudar a abrir caminho para uma nova Constituição no país.

“Pretendo envolvê-los no trabalho que tem sido feito no Comitê Constitucional”, na capital síria, disse ao Conselho, acrescentando que “sem medidas para um ambiente seguro, calmo e neutro, o trabalho de um comitê constitucional não será muito significativo”.

De Mistura disse esperar progresso não somente em um novo acordo constitucional para uma Síria pós-guerra, mas também no Grupo de Trabalho para a libertação de detidos e sequestrados, entrega de corpos e identificação de pessoas desaparecidas, que se encontrou novamente na semana passada em Teerã. O enviado especial acrescentou que “continuamos exigindo os primeiros resultados tangíveis”. “Muitas, muitas pessoas na Síria estão aguardando isto”.

Ele disse que objeções de Damasco estão adiando a realização do comitê, afirmando que o governo contestou a delegação de 50 membros montada pela ONU, representando especialistas, membros da sociedade civil, líderes tribais e mulheres da Síria, entre outros.

Sobre as condições de milhões de sírios deslocados e em necessidade de ajuda humanitária após mais de sete anos de confrontos brutais, ele disse que “uma catástrofe até agora tem sido evitada em Idlib, e o memorando russo-turco de entendimento parece estar sendo implementado”. “Grandes avanços foram feitos no combate ao terrorismo e isto deveria continuar sendo uma prioridade”.

O enviado disse ao Conselho que “nós ainda temos um mês muito intenso e, esperançosamente, frutífero, adiante”. “Não estou abandonando o cargo até a última hora do último dia de meu mandato”.


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