Enviado da ONU ressalta que malária pode ser erradicada

Os esforços para combater a malária na África estão dando frutos em onze países onde a doença é endêmica, com relatórios apontando uma queda de 50 por cento na mortalidade como resultado de uma iniciativa global para combater a doença, disse nesta segunda-feira (25/04) o Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para a Malária, Ray Chambers, pedindo esforços contínuos para erradicar as mortes relacionadas à doença.

Os esforços para combater a malária na África estão dando frutos em onze países onde a doença é endêmica, com relatórios apontando uma queda de 50 por cento na mortalidade como resultado de uma iniciativa global para combater a doença, disse nesta segunda-feira (25/04) o Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para a Malária, Ray Chambers, pedindo esforços contínuos para erradicar as mortes relacionadas à doença.

“Nossa meta é chegar a quase zero o número de mortes por malária até 2015”, declarou a jornalistas na sede da ONU, em ocasião do Dia Mundial de Combate à Malária. “Há muito trabalho a ser feito – muitos obstáculos -, mas estamos otimistas de que podemos alcançar essa meta.”

A malária mata cerca de 800 mil pessoas em todo o mundo a cada ano, com maior ocorrência de mortes na África. Chambers disse que a ilha tanzaniana de Zanzibar não relatou mortes por malária, quando ele a visitou no ano passado. “As metas definidas Secretário-Geral para a malária têm ajudado a gerar financiamento e parceiros para sua implementação, em conjunto com líderes africanos e outros na linha de frente do esforço, e os resultados desta parceria está se traduzindo diretamente em vidas salvas em proporções históricas”, disse Ray em declaração conjunta emitida por seu gabinete e pela Parceria de Combate à Malária.

“No Dia Mundial de Combate à Malária deste ano, há muito o que comemorar”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em declaração. “Desde 2008, mais de 600 milhões de africanos foram poupados deste terrível sofrimento. (…) No entanto, um número estimado de 781 mil pessoas por ano, a maioria delas crianças, ainda morrem devido a essa doença tratável e evitável. Para alcançar nossa meta de quase zero mortes por malária até 2015, precisamos de uma intensificação extraordinária de nossas ações”, acrescentou.

Sua opinião foi ecoada por representantes do Banco Mundial, do Fundo Global de Combate à AIDS, à Tuberculose e à Malária e da Iniciativa contra a Malária da Presidência dos Estados Unidos – os três maiores doadores para o esforço – bem como pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Parceria de Combate à Malária. Eles disseram que o investimento em malária não é apenas um ponto de entrada para fortalecer os sistemas de cuidados de saúde primários ao nível das unidades e comunidades, mas também está no caminho crítico para a realização de todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) relacionados à saúde.

“Nós temos o nosso roteiro. Vou continuar a contar com todos vocês para a liderança, o financiamento e a inovação. Estou ansioso para continuar o nosso trabalho em conjunto para, finalmente, eliminar uma doença que tem tirado tão desnecessariamente muitas vidas”, disse Ban, em recepção na sede da ONU para o lançamento da exposição “Campeões pelo Fim da Malária”.