Enviado da ONU à RD Congo expressa preocupação com fuga da prisão de dois oficiais do exército

Um coronel e um major estavam presos após graves violações de direitos humanos, incluindo estupro e assassinato. Chefe da missão da ONU disse que fuga representa “retrocesso” na luta contra impunidade.

Representante especial Martin Kobler. Foto: MONUSCO/Myriam Asmani

Representante especial Martin Kobler. Foto: MONUSCO/Myriam Asmani

A principal autoridade das Nações Unidas na República Democrática do Congo (RDC) expressou profunda preocupação neste sábado (28) com a fuga da prisão de dois oficiais do Exército Nacional que foram condenados por graves violações de direitos humanos, incluindo estupro e assassinato.

Um coronel das forças armadas congolesas (FARDC) escapou da prisão de Bukavu, no leste da província de Kivu do Sul, durante a noite de 21 de setembro – menos de duas semanas após ter sido condenado à prisão perpétua por um tribunal militar.

O coronel escapou junto com outro preso, um major do Exército, de acordo com um comunicado de imprensa emitido pela missão de paz da ONU na RDC (MONUSCO).

“Estou apelando para as autoridades congolesas para tomar as medidas necessárias para garantir a segurança de testemunhas, advogados e magistrados que participaram do julgamento que levou à condenação dos dois fugitivos, bem como para abrir investigações judiciais com vista a determinar as circunstâncias exatas da fuga e as responsabilidades dos supostos cúmplices”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da MONUSCO, Martin Kobler.

“Eu também as exorto a tomar as medidas necessárias para prender os fugitivos”, disse ele.

A MONUSCO afirmou que a fuga representa “um retrocesso” na luta contra a impunidade dos autores de violações graves dos direitos humanos.

Ele também expressou preocupação com a segurança deficiente e sistema de vigilância da prisão, o que levou à fuga dos dois oficiais das FARDC.