Enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie pede soluções duradouras no Iêmen

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A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, pediu nesta quarta-feira (7) o estabelecimento urgente de um cessar-fogo no Iêmen e uma solução duradoura para o conflito.

Jolie elogiou as recentes discussões para suspender hostilidades, e pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que vem trabalhando com os países da região, uma solução para o conflito com base na defesa das leis internacionais para a proteção de civis.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, reúne-se com a enviada especial do ACNUR, a atriz norte-americana Angelina Jolie, em setembro de 2017. Foto: ACNUR

Secretário-geral da ONU, António Guterres, reúne-se com a enviada especial do ACNUR, a atriz norte-americana Angelina Jolie, em setembro de 2017. Foto: ACNUR

A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, pediu nesta quarta-feira (7) o estabelecimento urgente de um cessar-fogo no Iêmen e uma solução duradoura para o conflito.

Jolie elogiou as recentes discussões para suspender hostilidades, e pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que vem trabalhando com os países da região, uma solução para o conflito com base na defesa das leis internacionais para a proteção de civis.

A enviada do ACNUR também pediu uma maior defesa das leis de proteção aos refugiados e que todos os países desempenhem seu papel para aliviar o sofrimento humano no Iêmen. Jolie visitou a Coreia do Sul, onde centenas de iemenitas estão sendo recebidos após fugir do conflito.

“Como comunidade internacional, temos agido lentamente para acabar com a crise no Iêmen. Vimos a situação se deteriorar a tal ponto que o país está agora à beira da fome e enfrentando a pior epidemia de cólera no mundo em décadas”, declarou.

“Quando o conflito se agrava até esse ponto, muitas pessoas não têm outra escolha a não ser fugir para ter alguma chance de sobrevivência. A única maneira de permitir que os refugiados voltem para a casa e de diminuir os números globais de deslocados é acabar com os próprios conflitos.”

“Espero que haja maior compreensão das realidades que levam as pessoas a fugir, dos rigorosos critérios e processos legais pelos quais, junto com autoridades nacionais, o ACNUR determina o status de refugiado e a nossa responsabilidade compartilhada de ajudá-los até que possam voltar para casa. Sem uma resposta global baseada no direito internacional e na responsabilidade coletiva, arriscamos uma maior instabilidade e insegurança no longo prazo, o que teria um impacto negativo em todos os países.”

Angelina Jolie esteve na Coreia do Sul como enviada especial do ACNUR, defendendo o apoio vital aos refugiados no mundo todo. Sua visita a Seul segue a do alto-comissário das Nações Unidas para os refugiados Filippo Grandi, ocorrida no fim de outubro (23 e 24).

Ao se encontrar com o ministro da Justiça sul-coreano, Park Sang-ki, que dirige o ministério responsável pelas políticas domésticas de refugiados, Jolie agradeceu os esforços do país em ajudar cerca de 500 iemenitas que chegaram à ilha turística de Jeju em maio.

Ela reconheceu a importância dos procedimentos de verificação, bem como dos esforços para fornecer proteção até que eles possam retornar em segurança ao seu país de origem. Ela também manifestou o desejo do ACNUR de trabalhar mais estreitamente com as autoridades sul-coreanas no fortalecimento de seu sistema de refúgio.

Jolie transmitiu os agradecimentos do ACNUR ao povo da Coreia do Sul por seu apoio aos refugiados em todo o mundo. O setor privado sul-coreano está doando milhões de dólares, demonstrando o forte senso de solidariedade com os refugiados e com o ACNUR.

Ela observou que a Coreia do Sul, com sua própria história de superação de guerra e deslocamento, sendo uma das maiores economias do mundo, tem o potencial de desempenhar um importante papel de liderança na região. Jolie também saudou os recentes esforços da Coreia do Sul para alcançar a paz na Península Coreana.


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