Enviada do ACNUR, Angelina Jolie renova parceria com as Nações Unidas

Angelina Jolie, atriz e enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), reafirmou nessa quinta-feira (16) seu compromisso com a causa das vítimas de deslocamento forçado e declarou que continuará dando apoio ao organismo internacional. Artista visitou a sede da agência em Genebra e incentivou funcionários a continuar trabalhando em defesa dos refugiados.

Angelina Jolie se encontrou com o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. Foto: ACNUR/Mark Henley

Angelina Jolie se encontrou com o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. Foto: ACNUR/Mark Henley

Angelina Jolie, atriz e enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), reafirmou nessa quinta-feira (16) seu compromisso com a causa das vítimas de deslocamento forçado e declarou que continuará dando apoio ao organismo internacional.

Jolie visitou a sede do ACNUR durante uma viagem de um dia a Genebra e falou com centenas de membros da equipe que estavam reunidos no pátio do prédio. “É como voltar para casa. Pisei aqui pela primeira vez há 16 anos e não tinha ideia do que o futuro reservava. Tenho certeza de que muitos de vocês às vezes sentem o mesmo”, comentou.

Nos anos em que trabalhou com a agência, Jolie testemunhou o aumento do número de pessoas forçadas a deixar seus lares por guerras e perseguições — de 22 milhões para 65 milhões.

“Vocês têm mais pessoas sob seu cuidado, têm mais com o que se preocupar, têm mais a fazer, mas têm menos apoio. Eu não consigo imaginar o quão difícil deve ser para vocês virem trabalhar todos os dias”, disse a atriz.

Apesar da urgência provocada pelo drástico crescimento da população deslocada, respostas duradouras para a pior crise migratória desde a 2ª Guerra Mundial ainda parecem distantes.

“Entendo que há dias que enquanto vocês leem as notícias, fazem o trabalho de vocês e vão a campo, vocês devem se perguntar: ‘estamos fazendo o bastante? Será que seremos capazes de fazer o suficiente? Será que seremos capazes de administrar esta situação?’”, afirmou a enviada especial.

“Provavelmente, assim como a maioria dos oficiais de campo, eu sei que vocês pensam mais sobre aqueles que não conseguem ajudar do que em todos aqueles que receberam ajuda. Mas saibam que há uma razão pela qual estou tão orgulhosa de estar com o ACNUR: o trabalho que vocês desempenham, o que vocês fazem em campo, as vidas que vocês ajudam a salvar e as pessoas que ajudam a seguir em frente… Isso faz toda a diferença.”

Ao falar dos muitos desafios enfrentados pelo ACNUR e pela comunidade humanitária em geral, Jolie incentivou os funcionários a “darem um passo à frente e dizerem quem são, por quem lutam e trabalham”. “Estamos e continuaremos juntos. Depois que nos juntamos ao ACNUR, não conseguimos mais ir embora”, ressaltou.

A artista lembrou de um episódio sobre visitas em campo, quando em conversas com funcionários do ACNUR durante jantares, o assunto inevitavelmente acabava em política ou refugiados. “Você não consegue evitar. É parte de quem você se torna. Então estamos aqui como uma família e eu estou com vocês”, acrescentou.

Durante sua visita ao ACNUR, Jolie se reuniu com o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, para renovar seu acordo como enviada especial da agência.

Ela também participou da conferência anual da Fundação Sergio Vieira de Mello, que honra a memória e o trabalho do diplomata brasileiro e ex-funcionário do ACNUR morto no Iraque em 2003. O falecimento foi causado por um bombardeio ao escritório da ONU em Bagdá, orquestrado por terroristas.