Entenda como o deslocamento forçado é tratado em nova série de ficção

A nova série da Netflix, Estado Zero, estréia hoje (8) e conta a história de quatro personagens cujas vidas acabam se cruzando em um centro de detenção para imigrantes na Austrália: uma mulher enfrentando uma crise, um guarda, um oficial do governo e um solicitante de refúgio que acaba de chegar do Afeganistão.

O drama desperta reflexões sobre o que significa ser um refugiado e deseja capturar o sentimento de se estar perdido, tanto nos universos particulares como frente ao cenário mundial.

A série é cocriada e produzida por Cate Blanchett, Embaixadora da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Na série, os atores Fayssal Bazzi e Soraya Heidari interpretam refugiados afegãos. Foto: Divulgação Estado Zero

A nova série da Netflix, Estado Zero, estréia hoje (8) e conta a história de quatro personagens cujas vidas acabam se cruzando em um centro de detenção para imigrantes na Austrália: uma mulher enfrentando uma crise, um guarda, um oficial do governo e um solicitante de refúgio que acaba de chegar do Afeganistão.

O drama desperta reflexões sobre o que significa ser um refugiado e deseja capturar o sentimento de se estar perdido, tanto nos universos particulares como frente ao cenário mundial.  A série é cocriada e produzida por Cate Blanchett, Embaixadora da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Cate Blanchett acredita que a série permitirá aproximar a audiência das questões sobre o deslocamento forçado, propiciando um debate sobre como o deslocamento global e os centros de detenção afetam as vidas das pessoas.

O ACNUR separou 5 fatos sobre o deslocamento forçado que vão ajudar a entender melhor a trama:

1. Deslocamento forçado afeta 1% da humanidade

Cerca de 100 milhões de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas na última década, buscando segurança dentro ou fora de seus países por causa de guerras, conflitos armados e perseguições. O deslocamento forçado praticamente dobrou na última década: eram 41 milhões de pessoas em 2010, contra 79,5 milhões em 2019.

2. Cate Blanchett apoia a causa do refúgio há anos

Cate Blanchett apoia a causa do refúgio há anos e tornou-se Embaixadora da Boa Vontade do ACNUR em 2016. Ela ajuda a conscientizar e humanizar a questão do deslocamento forçado e da apatridia. Ela viajou com o ACNUR para conhecer refugiados no Líbano, Jordânia e Bangladesh, aprendendo em primeira mão sobre a experiência de pessoas que foram forçadas a fugir de conflitos e perseguições, ou sobre os desafios da apatridia.

Cate Blanchett atua em ações para arrecadação de fundos e também participa de eventos e reuniões de alto nível, como o Conselho de Segurança da ONU, conscientizando o público sobre a causa do refúgio.


3. O conflito no Afeganistão está prestes a completar 50 anos

Mais de três quartos dos refugiados do mundo (77%) estão em situações de deslocamento de longo prazo, ou seja, são pessoas que estão longe de suas casas há muitos anos. A crise no Afeganistão entrou em sua quinta década, e cerca de 2,7 milhões de refugiados afegãos ainda vivem fora do país, enquanto outros 2,6 milhões estão deslocados no Afeganistão.

4. Principais países de origem das pessoas deslocadas fora de seu país

Cinco países contabilizam dois terços das pessoas deslocadas à força além das fronteiras nacionais: Síria (6,6 milhões), Venezuela (3,7 milhões), Afeganistão (2,7 milhões), Sudão do Sul (2,2 milhões) e Mianmar (1,1 milhões).

5. Buscar refúgio é um direito garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos

Todos têm direito à vida e à liberdade. Buscar refúgio é um direito garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pessoas fugindo de guerras e perseguições não tiveram escolha, e a maioria enfrenta desafios inimagináveis para buscar proteção para elas mesmas e suas famílias. O trabalho do ACNUR é garantir que os direitos fundamentais dessas pessoas sejam assegurados, independentemente de raça, religião, gênero ou nacionalidade.

A Agência da ONU para Refugiados trabalha em 134 países para salvar as vidas, proteger os direitos e garantir um futuro digno às pessoas que foram forçadas a se deslocar em virtude de conflitos, perseguições e graves violações de direitos humanos, assegurando que possam buscar e obter refúgio em outro país.

O ACNUR segue atuando no Brasil e no mundo para proteger quem foi forçado a deixar tudo para trás. Faça uma doação agora para apoiar o trabalho realizado pelo ACNUR.