‘Ensino superior é garantia para jovens conseguirem emprego formal nos países em desenvolvimento’, diz OIT

Uma nova publicação da OIT destaca que a proporção de jovens sem qualquer qualificação educacional no Brasil é muito baixa, com menos de 1%. Cerca de 34% dos jovens brasileiros têm educação primária, 59% têm educação secundária e 6% têm educação superior. 

Foto: ONU

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Um novo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que jovens com ensino superior têm mais chances de encontrar um “emprego decente” do que os que têm apenas educação básica ou secundária nos países em desenvolvimento.

A publicação “A educação é a solução da juventude nas economias em desenvolvimento para um trabalho decente?” foi organizada com base em resultados de pesquisas sobre a transição da escola para o trabalho em 28 países entre 2012 e 2013. O Brasil é um dos cinco únicos países da América Latina e do Caribe presentes no estudo.

Para o estudo, ter ensino superior serve como garantia “bastante confiável” para obter um emprego formal. Além disso, ele reforçou o quanto é ruim tanto para o indivíduo, quanto para as economias enviar jovens com baixo nível de educação formal e ou sem qualificação para o mercado de trabalho.

“O relatório só confirma o papel da educação na formação de resultados de jovens no mercado de trabalho”, disse a diretora do Departamento de Políticas de Emprego da OIT, Azita Berar Awad. “Ele também destaca a necessidade de mais investimentos em educação de qualidade”, acrescentou.

Sobre o Brasil

A publicação destaca que a proporção de jovens sem qualquer qualificação educacional no Brasil é muito baixa, com menos de 1%. Cerca de 34% dos jovens brasileiros têm educação primária, 59% têm educação secundária e 6% têm educação superior. 

A maior proporção de jovens empregados formalmente está no setor de serviços com 79%, seguido do setor de manufaturados com 73%. Entre a porcentagem de jovens que trabalham sem vínculos empregatícios, 63% estão no setor de serviços e 54% no de manufaturados.

Dos jovens desempregados, cerca de 15% têm no máximo educação primária e 14% têm educação secundária ou superior. Além disso, o estudo traz dados positivos em termos de educação: cerca de 11% dos jovens, após começarem a trabalhar, retomam os estudos.

Para ter acesso ao estudo completo, na versão em inglês, clique aqui.