Energias renováveis: ‘Não podemos queimar nosso caminho rumo à prosperidade’, diz chefe da ONU

Em encontro em Abu Dhabi, Ban Ki-moon relembra compromisso assumido por cidades, governos e setor privado para adotar opções de energia mais limpas. Incentivos neste segmento trarão benefícios para minimizar os impactos das mudanças climáticas e o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a Conferência em Abu Dhabi. Foto: ONU

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a Conferência em Abu Dhabi. Foto: ONU

Todos os envolvidos no setor de energia, de governos a investidores, empresas, instituições financeiras, cidades e indivíduos, já entenderam que não podemos “queimar nosso caminho” rumo à prosperidade global, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante o debate realizado nesta segunda-feira (18) pela Agência Internacional para Energias Renováveis e o jornal Financial Times.

“Nós todos sabemos que a energia renovável é ilimitada e vai durar para sempre”, disse Ban em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. “Os custos diminuíram tão rapidamente que agora, muitas vezes, é a opção mais barata. E quantas mais instalações de energia renovável nós construirmos, mas baratas elas vão se tornar”, adicionou.

O secretário-geral também mencionou os acordos globais alcançados no ano passado, citando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o Acordo de Paris sobre o Clima.

“A energia renovável é fundamental para ambos”, destacou. “Isso ajudará a fornecer soluções para o desafio climático, a pobreza, a segurança alimentar e muitos outros. A energia renovável limpa irá funcionar como um catalisador e uma força-multiplicadora para os ODS. Se conseguirmos isso bem antes de 2030, melhorará muito as nossas chances de alcançar os outros ODS.”

Ban pediu aos líderes mundiais que aproveitem o momento e redobrem seus esforços para adotar mais fontes de energia limpa e alcançar a neutralidade de emissões de carbono. Ele lembrou que, na Cúpula do Clima em Paris,o setor privado, investidores, instituições financeiras, cidades e governos prometeram seguir neste caminho.