“Energia nuclear deve ser ferramenta para o desenvolvimento e não ameaça à paz mundial”, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (28) que a energia nuclear deve ser uma ferramenta para o desenvolvimento e não uma ameaça à paz mundial. Em discurso durante a abertura do III Fórum da Aliança de Civilizações, Lula lembrou que o Brasil é um dos poucos países cuja constituição proíbe a produção de armas nucleares e disse que “a existência de armas de destruição em massa faz do mundo um lugar menos seguro”.

Lula discursa na abertura do III Fórum da Aliança de CivilizaçõesO presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (28) que a energia nuclear deve ser uma ferramenta para o desenvolvimento e não uma ameaça à paz mundial. Em discurso durante a abertura do III Fórum da Aliança de Civilizações, Lula lembrou que o Brasil é um dos poucos países cuja constituição proíbe a produção de armas nucleares e disse que “a existência de armas de destruição em massa faz do mundo um lugar menos seguro”.

Lula declarou que sua experiência como sindicalista o ensinou que posições inflexíveis afastam a possibilidade das soluções de paz que a maioria aspira – e que, com esses princípios, viajou a Tel-Aviv (Israel) e Ramalá (Cisjordânia), tentando buscar a paz.

“Com esse propósito, o primeiro-ministro Erdogan (da Turquia) e eu fomos a Teerã (Irã) buscar com o presidente Ahmadinejad uma solução negociada para um conflito que ameaça muito mais do que a estabilidade de uma região importante do planeta. O mundo precisa do Oriente Médio em paz”, afirmou.

O presidente destacou que a tolerância é fundamental para paz e citou as diversas etnias, religiões e culturas que, juntas e convivendo pacificamente, compõe a nação brasileira.

Lula falou ainda que a juventude é a promessa do futuro e sua participação em programas de diálogo é indispensável para a construção de um ambiente naturalmente tolerante. Segundo ele, esse deve ser o centro deste III Fórum da Aliança de Civilizações, ao lado do papel decisivo que tem os meios de comunicação.

“Esse terceiro fórum confirma que não devemos perder o entusiasmo ouvindo aqueles que duvidam que atinjamos nossos objetivos. É fundamental o diálogo entre estados e sociedades que desejam criar um mundo baseado na compreensão e na solidariedade. Essa é a mensagem”, finalizou o presidente.