Encontro organizado pelo PNUD discute como ampliar ganhos sociais e econômicos na América Latina

“O progresso tem que ser inclusivo para mulheres, jovens, pessoas de ascendência africana, indígenas e idosos”, lembrou a administradora do PNUD, Helen Clark, na abertura do Fórum.

Administradora do PNUD, Helen Clark, abre evento no México. Foto: PNUD/Carolina Azevedo

Administradora do PNUD, Helen Clark, abre evento no México. Foto: PNUD/Carolina Azevedo

A sétima edição do Fórum Ministerial de Desenvolvimento na América Latina e no Caribe aconteceu, entre os dias 29 e 30 de outubro, na Cidade do México com o objetivo de debater formas de melhorar as ferramentas de distribuição e medidas das múltiplas dimensões do progresso e bem-estar, além da renda, focando na qualidade de serviços sociais, como educação e saúde.

Com a presença de 30 especialistas da América Latina e Caribe, o encontro de dois dias discutiu como ampliar ainda mais os ganhos sociais e econômicos da região e evitar contratempos, apesar da recente desaceleração nas taxas de progresso.

O Fórum Ministerial, encontro anual organizado pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) e apoiado pela Agência Espanhola de Cooperação, ocorreu este ano pela primeira vez no México, com a parceria do Ministério do Desenvolvimento Social do Governo do México (SEDESOL). Em 2012, o Fórum foi realizado no Brasil.

Depois do impressionante progresso da região na última década, o ritmo de redução da pobreza e da desigualdade diminuiu, de acordo com estudos recentes do PNUD.

“Por isso, a situação exige um foco no crescimento inclusivo e na expansão da proteção social”, disse a administradora do PNUD, Helen Clark, durante a abertura do evento. “Além disso, o progresso tem que ser inclusivo para mulheres, jovens, pessoas de ascendência africana, indígenas e idosos.”

Para o PNUD, o progresso e o bem-estar das pessoas vão além da renda. Saúde, educação e moradia adequada são alguns dos vários elementos que também influenciam o desenvolvimento humano.

Isso já foi reconhecido por países como Brasil, Colômbia e México, por exemplo, que estão usando medidas de pobreza multidimensional como avaliação de progresso. Fatores como quanto tempo homens e mulheres passam em casa e no local de trabalho também são de grande importância, bem como a capacitação e dignidade.

“A ideia é ter ferramentas ao lado de medidas de renda e desigualdade para combater privações em outras dimensões, tais como cozinhar sem eletricidade moderna”, disse a diretora da Iniciativa de Pobreza e Desenvolvimento Humano da Universidade de Oxford, Sabine Alkire.

Mais detalhes e informações sobre este evento estão disponíveis neste link.