Encontro na ONU em Nova York discute ações para conter sequestros e tomada de reféns por terroristas

Abordagem de um navio suspeito na costa da Somália. Foto: Força Naval da União Europeia (Creative Commons)

Turistas, funcionários de empresas multinacionais, jornalistas, trabalhadores de ajuda humanitária e civis  encontram-se entre as vítimas escolhidas por grupos terroristas para serem sequestradas. A ONU estima que, entre 2004 e 2012, esses grupos conseguiram obter 120 milhões de dólares em resgates, transformando este prática em uma fonte confiável de renda para financiar operações terroristas.

A afirmação foi realizada por membros do Comitê contra o Terrorismo da ONU (CTC) e do Comitê Executivo de contraterrorismo, em encontro, nesta segunda-feira (24), na sede da ONU em Nova York (EUA), intitulado “Sequestro extorsivo e tomada de reféns por grupo terrorista”.

Grupos militantes como o Al Qaeda na Península Árabe e o Al Qaeda no Magreb Islâmico têm transformado  o sequestro extorsivo e a tomada de reféns em “um modus operandi estratégico para o  financiamento de suas operações”, disse a Presidente do CTC, Raimonda Murmokaite.

“O sequestro, e subsequente pedido de resgate, fornece aos grupos terroristas importantes fontes de financiamento que lhes permite adquirir equipamentos, incitar, recrutar e treinar novos membros, e desenvolver novos métodos aravés da utilização de tecnologias sofisticadas”, alertou Murmokaite,  acrescentando que tais atividades apresentam baixo risco e altas recompensas para os grupos terroristas.