Encontro na Colômbia discute ações para erradicar febre aftosa da América do Sul

Representantes dos setores público e privado dos 13 países que fazem parte da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (COSALFA), reuniram-se no início de maio (2 e 3) em Cartagena das Índias, na Colômbia, para sua 46ª Reunião Ordinária.

Na ocasião, revisaram o progresso alcançado pelos Programas Nacionais de Febre Aftosa, destacaram os desafios futuros e concordaram com ações para avançar na erradicação da doença no continente sul-americano.

A 46ª Reunião Ordinária ocorreu em Cartagena das Índias, na Colômbia. Foto: PANAFTOSA

A 46ª Reunião Ordinária ocorreu em Cartagena das Índias, na Colômbia. Foto: PANAFTOSA

Representantes dos setores público e privado dos 13 países que fazem parte da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (COSALFA), reuniram-se no início de maio (2 e 3) em Cartagena das Índias, na Colômbia, para sua 46ª Reunião Ordinária.

Na ocasião, revisaram o progresso alcançado pelos Programas Nacionais de Febre Aftosa, destacaram os desafios futuros e concordaram com ações para avançar na erradicação da doença no continente sul-americano.

O diretor do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA/OPAS/OMS), Ottorino Cosivi, fez um balanço positivo da reunião, afirmando que, “em termos gerais, é um panorama bastante positivo, onde quase todos os países da América do Sul estão livres (da doença), com ou sem vacinação. Isso é uma conquista muito importante”, disse.

No entanto, ele manifestou preocupação com a situação sanitária da Venezuela e a qualificou como crítica, já que representa um atraso constante para a conclusão da erradicação da febre aftosa nas Américas.

Na reunião, a PANAFTOSA esclareceu e tranquilizou todos os participantes da COSALFA, atualizando-os sobre a situação do risco regional. Também abordou as estratégias sanitárias a serem adotadas para enfrentar os desafios pendentes, manter as conquistas e completar o processo de erradicação da febre aftosa sem vacinação no continente americano.

A PANAFTOSA enfatizou também que uma grande parte da região tem condições epidemiológicas e estruturais para suspender o uso da vacina e iniciar uma transição para o status sem vacinação, caso haja confiança nos trabalhos executados e não exista um risco externo significativo.

Foram aprovadas resoluções que, primeiramente, reconhecem e felicitam o esforço feito pelo Instituto Colombiano Agropecuário (ICA) para o controle dos surtos ocorridos nos anos 2017 e 2018 e para a recuperação de seus status oficial como livre de febre aftosa com vacinação.

Além disso, a COSALFA resolveu manter sua colaboração com o programa de controle da Venezuela, e instou os atores privados que fazem parte da comissão a fornecer aportes para o Fundo Fiduciário para compra de vacinas, as quais serão aplicadas nos estados venezuelanos vizinhos à Colômbia com o objetivo de mitigar os riscos transfronteiriços.

Também foi autorizado o desenvolvimento de estudos genéticos com as cepas do Laboratório de Referência da PANAFTOSA, assim como a realização de missões de cooperação técnica com os laboratórios nacionais dos países da região.

Finalmente, a Comissão aprovou a preparação de um novo Plano de Ação do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), que será apresentado na próxima reunião da COSALFA, que terá a Argentina como sede.

Antes da reunião, no fim de abril, foi realizado o seminário internacional “No limiar da erradicação da febre aftosa: mais além de 2020”, que contou com a participação de 225 profissionais de 19 países das Américas e da Europa.

O seminário teve cinco sessões temáticas que abordaram o controle da febre aftosa na Colômbia, o trabalho dos países livres para uma transição ao status livre sem vacinação, a contribuição do laboratório de diagnóstico de febre aftosa ao controle e à vigilância, novas ferramentas e enfoques para enfrentar o risco e a vigilância de febre aftosa e a experiência dos países da Europa como livres de febre aftosa sem vacinação.

Cosivi agradeceu o governo da Colômbia, por intermédio do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, pelo apoio político dado ao evento e a gerência e grupo técnico do ICA pela hospitalidade e atenção dada durante a realização das reuniões.


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