Encontro de escoteiros no Rio debate metas da ONU com 4 mil jovens

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No último domingo (7), cerca de 4 mil crianças, adolescentes e adultos do Rio de Janeiro se uniram para discutir como tornar o futuro mais sustentável. Isto porque o Grande Jogo Escoteiro deste ano teve como tema principal a Agenda 2030 da ONU. Jovens de sete a 21 anos participaram de atividades de conscientização, além de assinarem publicamente um Termo de Compromisso Pioneiro para o Desenvolvimento Sustentável.

Encontro de escoteiros foi promovido com o apoio do Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) no Brasil, do Centro Rio+ e do Cap-Net.

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No último domingo (7), cerca de 4 mil crianças, adolescentes e adultos do Rio de Janeiro se uniram para discutir como tornar o futuro mais sustentável. Isto porque o Grande Jogo Escoteiro deste ano teve como tema principal a Agenda 2030 da ONU. Jovens de sete a 21 anos participaram de atividades de conscientização, além de assinarem publicamente um Termo de Compromisso Pioneiro para o Desenvolvimento Sustentável.

Em 2017, os Objetivos Globais da ONU foram selecionados como tema nacional dos Escoteiros brasileiros, com a proposta “Escotismo e o Desenvolvimento Sustentável”. A escolha reflete a preocupação da organização com o futuro do planeta.

“Certamente temos a preocupação por cada um dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) dentro da nossa pedagogia,” comentou o diretor-presidente dos Escoteiros do Rio de Janeiro, Rubem Perlingeiro. Segundo ele, a adesão dos jovens ao tema foi notável. “Tivemos a ideia de trazer essa temática para dentro da nossa atividade, que é a principal que desenvolvemos no estado do Rio. Esse ano estamos com 4 mil escoteiros, é o nosso maior efetivo alcançado”, acrescenta.

Durante todo o dia, lobinhos de sete a dez anos participaram de atividades pedagógicas que incluíram rodas de leitura do gibi da Turma da Mônica sobre os ODS e exibição de filme sobre o tema no stand do Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) no Brasil. Iniciativas foram fruto de uma parceria com o Instituto Mauricio de Sousa, a organização não governamental Aldeias Infantis, o Centro Rio+ e a Cap-Net.

Para a associada do UNV Brasil, Monica Villarindo, “essa iniciativa conecta crianças e jovens aos ODS e os torna conscientes do que podem fazer para alcançá-los”.

O lobinho Fabio Filho, de dez anos, participou da atividade e aprendeu que “se fizermos mal para a natureza, o mal volta pra (sic) gente porque usamos a natureza como bem de vida,” disse.

Dinâmica

Os pioneiros, categoria dos escoteiros de 18 a 21 anos, participaram de uma dinâmica com 17 paradas, cada uma contendo um ODS. Em cada estação, os grupos conheciam uma ONG que atua na área do respectivo ODS e recebiam exemplos de atitudes praticas que podem ser adotadas para alcançá-lo. Além disso, recebiam tarefas que abordavam desde a idealização de aplicativos para promover a Saúde e o Bem-Estar (ODS 3) até a simulação de debates sobre a Erradicação da Pobreza (ODS 1).

Representando o ODS 7 — Energia Limpa e Acessível —, a ONG Greenpeace apresentou soluções sustentáveis e alternativas energéticas que podem ser adotadas pelos escoteiros e levadas por eles para comunidades isoladas.

Matheus Batista e Pedro de Andrade eram os pioneiros representantes do 60º Grupo Escoteiro Imbuí, de Niterói. Entre os principais aprendizados, destacaram o contato que tiveram com as ONGs e diferentes realidades.

“Clã pioneiro é um ramo do escotismo que está muito ligado ao social. Sempre fazemos projetos pra tentar ajudar a sociedade, baseados no local onde agimos, para sermos reconhecidos no bairro. Assim conseguimos fazer essa pequena diferença, mas que incentiva outras pessoas a atuarem também”, explicou Pedro.

Ao final da dinâmica, os participantes eram convidados a assinar um Termo de Compromisso Pioneiro para o Desenvolvimento Sustentável, em que se comprometem a ser responsáveis por desenvolver um projeto que vise contribuir para atingir os ODS localmente.

Thales Silva, do 135º Grupo Escoteiro Bandeirantes da Paz, de Itatiaia, se interessou pela reciclagem e compostagem. Junto com seu clã, espera desenvolver uma iniciativa de economia sustentável na associação de moradores do seu bairro, realizando coleta de lixo orgânico para compostagem. “Isso vai resultar em um adubo que conseguiríamos vender para hortas comunitárias ou outros estabelecimentos, e despertar a comunidade sobre o aproveitamento do lixo”, disse.

Sobre o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV)

O Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) contribui para a paz e para o desenvolvimento no mundo todo através do voluntariado. O UNV trabalha com parceiros para integrar voluntários qualificados, altamente engajados em programas de desenvolvimento e para promover o valor e reconhecimento global do voluntariado. O Programa possui atividades em aproximadamente 130 países todos os anos e escritórios em mais de 80 deles. O UNV é administrado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), organismo para o qual reporta suas atividades por meio do Conselho Executivo do PNUD. O Programa de Voluntários das Nações Unidas foi criado pela Assembleia Geral da ONU em 1970 e opera no Brasil desde 1998.


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