Empresas do Pacto Global guiam negócios com base em objetivos globais da ONU

Mais de 78% das empresas integrantes da Rede Brasil do Pacto Global possuem estratégias de atuação relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), sendo que destas 51% têm compromisso público.

Esse é um dos resultados da pesquisa inédita “Integração dos ODS na Estratégia Empresarial”, que revela a tendência do setor privado do século 21 de se envolver com a sustentabilidade corporativa.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos países-membros da ONU no fim de 2015. Foto: ONU

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi adotada pelos países-membros da ONU no fim de 2015. Foto: ONU

Mais de 78% das empresas integrantes da Rede Brasil do Pacto Global possuem estratégias de atuação relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), sendo que destas 51% têm compromisso público.

Esse é um dos resultados da pesquisa inédita “Integração dos ODS na Estratégia Empresarial”, que revela a tendência do setor privado do século 21 de se envolver com a sustentabilidade corporativa.

O estudo baseado na resposta de 142 organizações elabora um diagnóstico de engajamento do setor privado aos ODS e da integração desses objetivos nas ações estratégicas dos negócios.

Além disso, o estudo também testa os limites do SDG Compass, ferramenta oferecida pelo Pacto Global como principal referência metodológica.

Prioridades das empresas

As empresas pensam no “compliance” (adequação às leis) e nos riscos à reputação quando criam um ambiente corporativo atrelado aos ODS – as três motivações mais relevantes foram código de ética (53%), imagem e reputação atrelada à sustentabilidade (43%) e cumprimento das leis (38%).

Daquelas que priorizaram os ODS, a maioria (48%) acredita que o fez para ter reconhecimento no futuro e no impacto positivo na cadeia de valor (37%).

O SDG Compass, contudo, também sugere que os ODS sejam priorizados com base nos riscos que os negócios podem trazer para as pessoas e para o meio ambiente. Nesse caso, apenas uma minoria das empresas (16%) deu foco aos impactos negativos na hora da priorização.

Os ODS mais considerados são “Saúde e Bem-Estar” ou ODS 3 (62%) e “Trabalho Decente e Crescimento Econômico” ou ODS 8 (58%). Já os menos são o “Vida na Água” ou ODS 14 (12%) e o “Fome Zero e Agricultura Sustentável” ou ODS 2 (22%).

O documento traz os desafios do setor privado rumo à sustentabilidade corporativa, e até recomendações para a atuação da Rede Brasil.

Também são elencados esforços de empresas para integrar a sustentabilidade no centro da estratégia, servindo como inspiração para o setor privado como um todo.

Um das histórias é da signatária MRV Engenharia, que conseguiu reportar os caminhos realizados pela construtora para tornar transversal os ODS nas práticas internas. O exemplo foi resultado de quatro meses de trabalho entre representantes de 33 áreas diferentes da empresa, além da realização de workshops, webinars e treinamentos em todas as obras.

Clique aqui para acessar a publicação “Integração dos ODS na Estratégia Empresarial”.