Empresárias e empreendedoras debatem, em São Paulo, contribuição das mulheres para a economia

Com participação da ONU Mulheres Brasil, mais de 500 líderes refletiram sobre o papel das mulheres como influentes agentes de transformação social e econômica.

Foto: Women's Forum for the Economy and Society/reprodução

Foto: Women’s Forum for the Economy and Society/reprodução

Grandes eventos, estratégias de negócios e fortalecimento da economia. Com esses enfoques, o Women’s Forum Brazil 2014 abordou o papel das mulheres como influentes agentes de transformação social e econômica, tendo como tema central “Criando uma Economia Próspera para Todos”. O encontro ocorreu nos dias 26 e 27 de maio, em São Paulo, para um público de 500 líderes de todas as regiões do Brasil e de países da América do Sul.

Em sua terceira edição, o evento apresentou oficinas práticas sobre talento, liderança e estratégias de finanças e negócios, adaptadas especificamente para os interesses dos participantes de grandes corporações, líderes de pequenas e médias empresas e mulheres empreendedoras.

Uma das expositoras convidadas é Ana Carolina Querino, gerente de Programas da ONU Mulheres Brasil. Ela destacou o processo de mobilização Pequim+20, lançado na semana passada pela ONU Mulheres para estimular o debate mundial, com o tema Empoderar Mulheres. Empoderar a Humanidade. Imagine!. Um dos eixos prioritários do Plano de Ação de Pequim, definido em 1995, é a mulher e a economia.

“Há uma dimensão histórica sobre a maneira como as mulheres fazem uso do seu tempo em relação aos homens. Em geral, elas acumulam um somatório de horas elevado entre o trabalho produtivo e o trabalho reprodutivo. Entre as mulheres, essas diferenças têm significados distintos para brancas e negras. Por exemplo, a cadeia de cuidados e não ter a quem recorrer para aliviar essa carga implica o deslocamento das mulheres para atividades informais, nas quais elas conseguem o tempo necessário para se dividir com os cuidados”, explica Querino.

De acordo com o Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, de 2009, os homens trabalhavam 47,7 horas por semana, incluindo as tarefas domésticas, enquanto as mulheres aportavam 53,3 horas no trabalho produtivo e reprodutivo.