Empresa brasileira de cosméticos fortalece integração laboral de venezuelanos no Chile

A filial chilena da empresa brasileira de cosméticos Natura está impulsionando a integração laboral de refugiados e migrantes venezuelanos que migraram para o Chile.

Como parte de iniciativas nesse sentido, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou na última quinta-feira (14) um workshop de capacitação para melhorar a resiliência dos trabalhadores migrantes na empresa.

A capacitação foi feita com 12 venezuelanos que atualmente representam o maior grupo de empregados nascidos no exterior entre os trabalhadores da unidade chilena da Natura.

Os venezuelanos formam atualmente o maior grupo de trabalhadores estrangeiros na unidade chilena da empresa brasileira de cosméticos Natura. Foto: Natura.

Os venezuelanos formam atualmente o maior grupo de trabalhadores estrangeiros na unidade chilena da empresa brasileira de cosméticos Natura. Foto: Natura.

A filial chilena da empresa brasileira de cosméticos Natura está impulsionando a integração laboral de refugiados e migrantes venezuelanos que migraram para o Chile.

Como parte de iniciativas nesse sentido, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou na última quinta-feira (14) um workshop de capacitação para melhorar a resiliência dos trabalhadores migrantes na empresa.

A capacitação foi feita com 12 venezuelanos que atualmente representam o maior grupo de empregados nascidos no exterior entre os trabalhadores da unidade chilena da Natura.

A atividade foi desenvolvida graças ao trabalho da OIM junto à ONU Mulheres do Chile e seu programa Ganha-Ganha, que busca a promoção da integração, da qualidade de vida e da geração de um ambiente inclusivo.

“Agradecemos os chilenos que recebem, dão boas-vindas e ajudam os venezuelanos a se posicionar no mercado de trabalho, já que o principal desafio que temos adiante é como vamos nos adaptar a uma cultura diferente, contribuindo com a experiência e o conhecimento que trazemos de nosso país”, disse María Erminia Mirena, venezuelana que trabalhou para a equipe da Natura nos últimos três meses.

O Ministério do Interior e o Instituto Nacional de Estatísticas do Chile revelaram recentemente que em 31 de dezembro de 2018 havia 1,2 milhão de estrangeiros residindo no país, o que representa 6,6% da população chilena. Desse total, os venezuelanos representam o maior percentual (23%), e é a primeira vez na história do Chile que essa nacionalidade supera o número de migrantes peruanos (17,9%).

A Natura está presente no Chile com mais de 230 trabalhadores, desenvolvendo operações nos maiores países da América Latina, entre eles, Argentina, Peru, Colômbia e México. Cria oportunidades de trabalho para mais de 6,8 mil pessoas. Nesse contexto, busca promover o trabalho flexível e ambientes culturais que permitam a expressão de todo tipo de diversidade, de acordo com a OIM.

“A iniciativa que estamos promovendo de forma conjunta com a Natura no Chile é inovadora, já que a força de trabalho inclui profissionais de Venezuela, Colômbia, Argentina, Cuba, Bolívia, França, entre outros países. Essa atividade é uma boa prática que pode ser replicada nos demais países da região”, disse o chefe da missão da OIM no Chile, Norberto Girón.

María Sol de Cabo, encarregada da gerência de recursos humanos da Natura no Chile, disse que é muito importante para a empresa poder se associar a uma organização internacional como a OIM. “Estamos convencidos de que para poder responder às necessidades da sociedade e para conseguirmos mudanças, é necessário gerar sociedades destinadas a implementar projetos sólidos que deem apoio à população migrante e dê a eles as melhores ferramentas por meio de especialistas e referências”.


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