Em visita histórica à Somália, Conselho de Segurança promete apoiar reformas políticas do país

“Nossa visita destaca o compromisso da comunidade internacional para o progresso da paz e da estabilidade na Somália”, disse o embaixador do Reino Unido, Mark Lyall Grant.

Membros do Conselho de Segurança da ONU em Mogadíscio. Foto: ONU/Tobin Jones

Membros do Conselho de Segurança da ONU em Mogadíscio. Foto: ONU/Tobin Jones

Membros do Conselho de Segurança da ONU chegaram a Mogadíscio, na manhã desta quarta-feira (13), em uma visita histórica à Somália para analisar os progressos realizados pelo Governo Federal e para demonstrar seu apoio contínuo aos esforços do país para garantir uma paz sustentável. 

A visita, liderada pelo embaixador do Reino Unido, que detém a presidência rotativa do Conselho no mês de agosto, Mark Lyall Grant, e o embaixador da Nigéria, Usman Sarki, acontece em um momento importante para a Somália, pois o país está se preparando para lançar a próxima fase das operações militares contra o grupo militante Al-Shabaab.

A nação também busca soluções para o agravamento da situação humanitária e avança no projeto de reformas políticas para chegar a um sistema federal de governo.

“Nossa visita destaca o compromisso da comunidade internacional para o progresso da Somália de paz e estabilidade”, disse Grant à imprensa. “Os membros do Conselho expressaram suas expectativas em relação ao Governo Federal da Somália, que deverá urgentemente estabelecer uma comissão eleitoral nacional independente, liderar um processo de revisão da Constituição e realizar um referendo sobre isto até o final de 2015, bem como realizar eleições em 2016”, acrescentou.

A delegação inclui representantes de Argentina, Austrália, Chade, Chile, China, França, Jordânia, Lituânia, Luxemburgo, Nigéria, Coreia do Sul, Rússia, Ruanda, Reino Unido e Estados Unidos. 

Segundo os últimos relatos da ONU, os conflitos em curso, a seca, o aumento nos preços dos alimentos e o acesso limitado às áreas necessitadas para prestar assistência estão conduzindo a Somália a um desastre humanitário.

Cerca de 203 mil crianças menores de cinco anos estão com desnutrição aguda, enquanto que cerca de 2,9 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária urgente.