Em visita à República Democrática do Congo, Guterres reafirma apoio à missão da ONU no país

No segundo dia de sua visita à República Democrática do Congo (RDC), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou no domingo (1) a coragem dos congolenses e o sacrifício feito pelos capacetes-azuis da ONU que deram suas vidas para protegê-los.

Guterres falou em coletiva de imprensa na cidade de Beni, que está no epicentro da epidemia de ebola do país. Ele mencionou a falta de segurança e outros problemas graves que a região está sofrendo, como sarampo, malária e cólera.

“Espero que a minha presença aqui reafirme o meu apoio total à MONUSCO (Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo), na luta contra grupos armados que espalham medo e morte”, disse Guterres, em francês, língua oficial da RDC.

Secretário-geral da ONU coloca flores em túmulos de capacetes-azuis em Mavivi, leste da República Democrática do Congo, em 1º de setembro de 2019. Foto: ONU/Martine Perret

Secretário-geral da ONU coloca flores em túmulos de capacetes-azuis em Mavivi, leste da República Democrática do Congo, em 1º de setembro de 2019. Foto: ONU/Martine Perret

No segundo dia de sua visita à República Democrática do Congo (RDC), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou no domingo (1) a coragem dos congolenses e o sacrifício feito pelos capacetes-azuis da ONU que deram suas vidas para protegê-los.

Guterres falou em coletiva de imprensa na cidade de Beni, que está no epicentro da epidemia de ebola do país. Ele mencionou a falta de segurança e outros problemas graves que a região está sofrendo, como sarampo, malária e cólera.

“Espero que a minha presença aqui reafirme o meu apoio total à MONUSCO (Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo), na luta contra grupos armados que espalham medo e morte”, disse Guterres, em francês, língua oficial da RDC.

“A MONUSCO e seus parceiros – as forças armadas do RDC e a polícia nacional congolesa – continuam a trabalhar em conjunto para trazer paz e segurança à região.”

O chefe da ONU também ofereceu suas condolências às famílias e amigos das vítimas de violência, pedindo a todos os grupos armados interrompam imediatamente os ataques contra a população civil e às forças de segurança encarregadas de proteger a população congolesa.

“Os capacetes-azuis pagaram um preço alto a serviço da paz. Mas isso só fortalece a nossa determinação. Faremos o possível para acabar com a falta de segurança nesta região. É importante que o povo de Beni saiba que ouvimos seu sofrimento.”

A ONU está determinada em apoiar as autoridades congolesas, comunidades locais e atores da sociedade civil na luta contra a falta de segurança, disse Guterres, prometendo abordar o assunto nesta segunda-feira (2) com as autoridades nacionais em sua visita à capital Kinshasa.

O secretário-geral da ONU também visitou o Centro de Tratamento de Ebola em Mangina no domingo (1), onde expressou sua admiração pela resiliência da comunidade e salientou a importância da segurança para o combate à doença.

“Para combater a ebola, precisamos de liberdade de circulação, acesso e segurança. Nossa solidariedade deve ser demonstrada através da ampliação da cooperação entre a MONUSCO e as Forças Armadas da RDC para que possam fazer o que for possível para desmobilizar grupos armados locais e convencê-los a se reintegrar à sociedade.”

Países e organizações que fizeram compromissos de financiamento para apoiar o combate ao ebola precisam honrar suas promessas, disse Guterres, para que a resposta continue de forma ininterrupta em todas as áreas.