Em telefonema com chanceler egípcio, Ban Ki-moon pede lançamento do processo de reconciliação

Secretário-geral da ONU pediu o fim da violência e a proteção dos direitos humanos fundamentais de todos os egípcios, incluindo a liberdade de expressão e de reunião.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (foto de arquivo). Foto: ONU/M. Garten

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (foto de arquivo). Foto: ONU/M. Garten

Em conversa com o ministro das Relações Exteriores do Egito, realizada nesta terça-feira (6), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sublinhou a necessidade de acabar com a violência e pediu que os líderes do país lancem um processo de reconciliação genuíno e confiável.

Ban Ki-moon sublinhou em seu telefonema com Nabil Fahmy que um processo político inclusivo e pacífico é o único caminho viável para o progresso no Egito.

O país vem passando por uma transição democrática após a derrubada do presidente Hosni Mubarak, há dois anos, na sequência de protestos semelhantes aos observados em outras partes do Oriente Médio e Norte da África, como parte da chamada “Primavera Árabe”.

No mês passado, diversos protestos – em que dezenas de pessoas foram mortas e feridas – levaram os militares egípcios a depor o presidente Mohamed Morsy. A Constituição foi suspensa e, em seguida, um governo interino criado.

Durante o telefonema, Ban Ki-moon apelou para o fim de toda a violência e pediu que as autoridades interinas assegurem a proteção dos direitos humanos fundamentais de todos os egípcios, incluindo a liberdade de expressão e de reunião.

Ele também reiterou seu apelo para a libertação de Morsy e lembrou os líderes do Egito que sua responsabilidade em determinar a direção do futuro do seu país.