Em Sendai, ONU lembra que alerta precoce de desastre salva vidas mas informações devem ser claras

Desastres como o terremoto e tsunami no Japão em março de 2011 e o forte terremoto no Chile em fevereiro de 2010 revelaram a necessidade de sistemas de comunicação mais eficazes.

É necessário preparar as comunidades para que as pessoas saibam o que fazer quando o alarme disparar. Foto: UNISDR/Amir Jina

É necessário preparar as comunidades para que as pessoas saibam o que fazer quando o alarme disparar. Foto: UNISDR/Amir Jina

Quando um desastre acontece, o caminho para salvar vidas é obter informação e compartilhar a mesma de forma rápida com as comunidades, disseram nesta segunda-feira (16) especialistas das Nações Unidas em Sendai (Japão) ressaltando que até mesmo os sistemas mais evoluídos tecnicamente “são inúteis” se as pessoas não forem alcançadas ou não entenderem o aviso.

Ao longo de vários eventos durante a Terceira Conferência Mundial para a Redução do Risco de Desastres, que está acontecendo em Sendai até esta quarta-feira (18), especialistas da ONU, representantes de governo e da sociedade civil destacaram a necessidade essencial de sistemas de alerta precoce eficazes para aumentar a consciência dos riscos e assegurar uma ação preventiva proativa para ajudar as comunidades a reduzir, se não impedir, a perda de vidas e bens. Desastres como o terremoto e tsunami no Japão em março de 2011 e o forte terremoto no Chile em fevereiro de 2010 revelaram a necessidade de sistemas de comunicação mais eficazes.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) também anunciou planos para apoiar governos e outras entidades no desenvolvimento de sistemas de alerta precoce de multirrisco que forneçam uma plataforma coordenada para o gerenciamento de riscos múltiplos.

“Felizmente, temos o conhecimento e as ferramentas necessárias para nos preparar e reduzir esses riscos. Uma resposta eficaz ao desastre requer liderança política para garantir os investimentos em preparação e prevenção combinada com as previsões meteorológicas, informação, relatos da mídia, resposta de emergência, unidades de saúde e planos de recuperação”, disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.