Em São Paulo, Rede Brasileira do Pacto Global reforça compromisso com o desenvolvimento sustentável

“Nenhuma empresa sozinha muda o mundo. Mas se aquelas com valores próximos se unem, obtêm poder para a mudança”, afirmou o diretor executivo do Pacto Global da ONU.

À esquerda, Georg Kell, à direita Jorge Chediek, Georg Kell, Renata Seabra e Armando Tripodi, no pódio. Foto: Pacto Global/Felipe Abreu

À esquerda, Georg Kell, à direita Jorge Chediek, Georg Kell, Renata Seabra e Armando Tripodi, no pódio. Foto: Pacto Global/Felipe Abreu

Transparência, ética e disposição para atuar em parceria foram as principais mensagens do Encontro Anual da Rede Brasileira do Pacto Global 2014, realizado nesta terça-feira (04) em São Paulo. Ao longo do dia, cerca de 200 representantes de empresas e organizações signatárias da iniciativa debateram temas como liderança e inovação, reafirmando o compromisso do setor empresarial do país com as Nações Unidas na construção de um modelo de desenvolvimento mais justo e sustentável.

“Nenhuma empresa sozinha muda o mundo. Mas se aquelas com valores próximos se unem, obtêm poder para a mudança que buscamos”, destacou o diretor executivo do Pacto Global da ONU, Georg Kell. Para ele, essa aproximação é um dos resultados do Pacto Global. “Cabe às organizações trabalharem juntas em temas fundamentais como o empoderamento das mulheres, a erradicação do trabalho infantil e o combate à corrupção”, disse Kell.

A expectativa quanto à atuação responsável por parte das empresas também foi reforçada pelo coordenador residente da ONU, Jorge Chediek. Para ele, uma economia que cresce só faz sentido se igualmente impulsiona o desenvolvimento humano e melhora a qualidade de vida das pessoas. “As empresas serão as responsáveis pelas tecnologias que mudarão o paradigma de produção para formas mais limpas e eficientes”, exemplificou.

O papel das corporações enquanto agentes de mudanças nos próximos anos também foi destacado pela diretora executiva da Rede Brasileira do Pacto Global, Renata Seabra. Ela observou que 2015 será um ano histórico para a sustentabilidade. Além da 21ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 21) em Paris, será o prazo final para a definição dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a discussão dos seus mecanismos de financiamento. “Empresas podem colaborar com essas definições, já que possuem experiência em planejamento estratégico e busca pela eficiência.”

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