Em São Paulo, programa da ONU participa de Parada LGBTI e conscientiza sobre HIV

A equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) esteve em São Paulo (SP) no domingo (23) para participar da 23ª Parada do Orgulho LGBT, onde a agência da ONU apoiou uma iniciativa que arrecada comida para ONGs dedicadas ao acolhimento de pessoas vivendo com HIV. Neste ano, o projeto Camarote Solidário recebeu 3,5 toneladas de alimentos não perecíveis, doados para dez instituições.

Atividades do UNAIDS para comemorar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI promoveram conscientização sobre prevenção do HIV. Imagem: UNAIDS

Atividades do UNAIDS para comemorar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI promoveram conscientização sobre prevenção do HIV. Imagem: UNAIDS

A equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) esteve em São Paulo (SP) no domingo (23) para participar da 23ª Parada do Orgulho LGBT, onde a agência da ONU apoiou uma iniciativa que arrecada comida para ONGs dedicadas ao acolhimento de pessoas vivendo com HIV. Neste ano, o projeto Camarote Solidário recebeu 3,5 toneladas de alimentos não perecíveis, doados para dez instituições.

Cerca de 600 pessoas — entre artistas, ativistas, gestores e políticos — estiveram no Camarote, promovido pela Agência de Notícias da AIDS no Parque Mário Covas. O evento teve a participação do diretor interino do UNAIDS no Brasil, Cleiton Euzébio de Lima. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, esteve presente e conheceu o projeto do UNAIDS Deu Positivo, E Agora?, que traz informações sobre o que fazer após o diagnóstico do HIV.

A participação do organismo das Nações Unidas na Parada foi precedida por outras ações da agência na capital paulista. Na sexta-feira (21), Cleiton Euzébio de Lima participou da abertura do II Encontro Brasileiro de Organizações de Paradas LGBT em São Paulo, organizado pela Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros do estado com o apoio do UNAIDS.

O dirigente do programa da ONU defendeu a importância de falar sobre o HIV durante a Parada. “Estamos aqui com pessoas poderosas, que realizam Paradas LGBT em todo o Brasil e que são, provavelmente, o maior evento cívico de suas cidades”, afirmou Lima.

“Essa mobilização é mais poderosa ainda porque é baseada no amor e na vontade de ser quem verdadeiramente somos.”

Durante o encontro, participantes refletiram sobre estratégias de visibilidade para ações de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis, especialmente o HIV. A conferência também foi uma oportunidade de criar uma agenda de atuação e cooperação entre as organizações, trocar experiências e definir estratégias de fortalecimento dos direitos da população LGBT.

Na quinta-feira (20), o UNAIDS esteve na 19ª Feira Cultural LGBT, também realizada pela Associação da Parada de SP. Promovido na Praça da República, o evento integra o calendário de atividades preparatórias para a Parada.

Na tenda da agência da ONU, era possível assistir aos vídeos do Deu Positivo, E Agora? e conferir materiais sobre HIV, prevenção combinada e direitos das pessoas soropositivas no Brasil. Voluntários, selecionados em parceria com a USP Diversidade, também distribuíram os materiais e divulgaram o projeto durante a feira. No palco do evento, apresentadores transmitiram mensagens sobre prevenção e zero discriminação para os participantes. Também foram exibidos teasers do Deu Positivo, e Agora? no telão.

A Feira Cultural LGBT ocupou toda a extensão da Praça da República, reunindo tendas comerciais com produtos de segmentos variados, como moda, acessórios, livros, artes plásticas e música. Equipes da Prefeitura paulista e do governo estadual disponibilizaram serviços de testagem para o HIV, bem como diversos materiais e informações sobre direitos humanos. Também foi montado um setor específico para a divulgação de ONGs e outras organizações que apoiam a causa LGBTI no Brasil. A estimativa é de que 20 mil pessoas tenham participado da iniciativa.

“Esta foi a primeira vez que o UNAIDS Brasil participou da feira e ficamos muito felizes com a oportunidade de contribuir com o evento, levando informações sobre o HIV em uma linguagem direta, acessível e sem discriminação. A juventude LGBTI, que é uma população prioritária para a resposta à epidemia, esteve em peso na feira”, disse Cleiton Euzébio.

“Tiveram ali a oportunidade de acessar serviços de testagem e prevenção do HIV e conhecer inúmeras iniciativas de promoção da saúde e zero discriminação, como o projeto Deu Positivo, E Agora?.”

Ainda na quinta-feira, o UNAIDS apoiou a primeira edição do Chama Festival – Trans/Versalidades, que aconteceu no Teatro Oficina. A mostra teve como objetivo divulgar o trabalho da Casa Chama, uma associação que articula colaboradores e voluntários para dar apoio à população TRANSvestigênere — termo cunhado pela ativista Indianare Siqueira e usado pela Casa Chama, que une o significado das palavras travesti, transexual e transgênero. O projeto visa mobilizar suporte em áreas como saúde, jurídico, cultura e inclusão.

Das 13h às 23h, o festival propôs uma programação para aproximar o público transvestigênere e o público aliado — pessoas cis, isto é, que se identificam com o gênero que lhes foi atribuído ao nascer. Rodas de conversa, diálogos sobre saúde e empreendedorismo, performances e shows culturais agitaram o Teatro Oficina. O UNAIDS apoiou o evento com a doação de preservativos e materiais sobre prevenção combinada do HIV.

Na terça-feira (18), o CINUSP Paulo Emílio promoveu uma sessão especial de cine-debate com a exibição do webdocumentário Luz, Câmera, Zero Discriminação. A obra aborda a importância do protagonismo trans e travesti no audiovisual. Durante a sessão, também foram exibidos quatro curtas produzidos inteiramente por participantes do curso homônimo realizado em São Paulo, em 2018, que capacitou 15 pessoas trans e travestis em fotografia, sonorização e produção, além de roteiro, pré-produção, direção, filmagem, edição e pós-produção.

As atividades promovidas e apoiadas pelo UNAIDS foram realizadas com o intuito de comemorar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI, celebrado em 28 de junho.


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